Monitoramento das águas subterrâneas do SGB ganha mais transparência, eficiência e confiabilidade

08/06/2026 às 17h56
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A  padronização dos processos operacionais fortalece a qualidade das informações  utilizadas na gestão dos recursos hídricos, gerando valor estratégico para instituições, pesquisadores e a sociedade em geral.

 

Foto: Arquivo SGB


Brasília (DF) – As águas subterrâneas desempenham uma função estratégica no abastecimento de milhões de brasileiros, no desenvolvimento econômico e na manutenção dos ecossistemas. Para aprimorar a gestão desse recurso estratégico, a Rede Integrada de Monitoramento das Águas Subterrâneas (RIMAS), do Serviço Geológico do Brasil (SGB), reconhecida como a maior rede de monitoramento das águas subterrâneas da América Latina, concluiu uma etapa determinante de reestruturação e padronização de seus processos operacionais.

O trabalho envolveu o mapeamento de todas as etapas da operação da RIMAS, com o objetivo de integrar fluxos de trabalho, delimitar competências e uniformizar procedimentos adotados em diferentes regiões do país. O processo abrange desde o planejamento das campanhas de monitoramento até a coleta de dados em campo, análises laboratoriais, consistência técnica das informações e disponibilização dos resultados.

Com a estruturação dos fluxos, as atividades passam a seguir um modelo pautado pela rastreabilidade e integridade sistêmica. Na prática, a padronização provê maior celeridade ao fluxo de informações, mitiga o retrabalho, otimiza o planejamento preditivo e aumenta a consistência dos dados produzidos. “O modelo também facilita o acompanhamento das etapas operacionais e a identificação de gargalos ou oportunidades de melhoria", explica o pesquisador em geociências do SGB e chefe da Divisão de Hidrogeologia e Exploração do SGB, Valmor Freddo.

Os ganhos se refletem diretamente na confiabilidade dos ativos de dados disponibilizados aos usuários. Com processos mais robustos, as informações ganham em transparência, subsidiando com maior rigor científico estudos, pesquisas e a tomada de decisão baseada em evidências na gestão hídrica.

 

Foto: Arquivo SGB

“Órgãos gestores, instituições de pesquisa, universidades e demais parceiros passam a contar com informações produzidas a partir de fluxos operacionais mais claros e organizados, o que reforça a credibilidade técnica da rede”, completa o também pesquisador em geociências do SGB Idembergue Barroso Macedo de Moura.
A iniciativa também reitera o compromisso com a transparência ativa e a qualificação das informações sobre águas subterrâneas, recurso vital para a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável do país.

 

Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil

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