Municípios de Goiás recebem levantamentos aerogeofísicos do Serviço Geológico do Brasil
Municípios de Goiás recebem levantamentos aerogeofísicos do Serviço Geológico do Brasil
O trabalho tem caráter técnico-científico e busca ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro
Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) realiza o Projeto Aerogeofísico Leste de Goiás – Fase I e Fase II, com recursos do Novo PAC. Os estudos utilizam tecnologias de última geração, como magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria, para sobrevoar municípios e ampliar o conhecimento sobre o subsolo brasileiro. A partir desse trabalho, são gerados dados estratégicos que apoiam estudos sobre recursos naturais, planejamento territorial e pesquisas para promover o desenvolvimento sustentável.
A fase I iniciou em abril e contempla municípios da porção nordeste do estado: Água Fria de Goiás, Alto Paraíso de Goiás, Campinaçu, Cavalcante, Colinas do Sul, Flores de Goiás, Niquelândia, Nova Roma, São João d' Aliança e Teresina de Goiás, totalizando 13,2 mil km². A iniciativa conta com investimento total de R$ 6,7 milhões, viabilizado por meio de recursos do Novo PAC. Até 1º de junho, 90% da área foi sobrevoada e os resultados serão publicados no 2º semestre.
Na fase II, os voos serão realizados nos municípios: Cidade Ocidental, Cristalina, Ipameri, Luziânia, Orizona, Santo Antônio do Descoberto, Silvânia e Valparaíso de Goiás, em uma área de aproximadamente 9,6 mil km². O investimento total é de R$ 5,2 milhões do Novo Pac. Os voos estão previstos para começar em julho deste ano.
Os resultados do primeiro levantamento, realizado no estado do Tocantins, já estão disponíveis para a sociedade no Repositório Institucional de Geociências (RIGeo) e na plataforma GeoSGB (saiba mais).
Segundo o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões, a retomada dos levantamentos aerogeofísicos após uma década é resultado de uma ação articulada entre o Serviço Geológico do Brasil e o Governo Federal. O trabalho está alinhado às diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao compromisso do Ministério de Minas e Energia, sob a liderança do ministro Alexandre Silveira, de fortalecer o conhecimento geocientífico nacional e ampliar a capacidade do Estado brasileiro de planejar seu desenvolvimento com base em informações estratégicas.
“Concluímos os trabalhos no Tocantins, iniciamos os levantamentos em Goiás e assinamos contrato para a Fase II no estado. Também estamos em diálogo para novas parcerias que permitam ampliar esses estudos em outras regiões do país. Esse esforço conta com o apoio do Governo Federal, do presidente Lula e do ministro Alexandre Silveira, que têm demonstrado compromisso com a retomada dos investimentos em conhecimento geológico, essencial para a atração de investimentos, a descoberta de novas potencialidades minerais e o desenvolvimento sustentável dos municípios, dos estados e do Brasil”, afirmou Vilmar Simões.
O diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, ressalta que o Brasil vive um momento estratégico diante da crescente demanda global por minerais críticos. “O potencial geológico brasileiro coloca o país em papel de destaque no cenário internacional e, com a retomada dos voos, estamos produzindo dados qualificados que irão ampliar o conhecimento sobre o subsolo e apoiar o aproveitamento sustentável dos recursos naturais”.
Entenda como é realizado o levantamento aerogeofísico
O levantamento aerogeofísico é como uma “fotografia especial” do solo e do subsolo, feita a partir de equipamentos modernos instalados em uma aeronave de pequeno porte. Esses equipamentos captam sinais, tais como do campo magnético, da radiação natural das rochas e de variações gravitacionais. As imagens e dados gerados permitem identificar estruturas geológicas e conhecer a disponibilidade hídrica.
Nesta etapa serão aplicados métodos de magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria strapdown. Estes novos levantamentos terão resolução efetiva de 500 metros entre as linhas de voo, permitindo uma caracterização mais detalhada do subsolo.
“A geofísica é a ciência que permite investigar o subsolo sem a necessidade de perfuração. Por meio de diferentes métodos, é possível obter informações desde os primeiros centímetros até centenas de quilômetros de profundidade, revelando o potencial de uma região para a ocorrência de recursos minerais, energéticos ou hídricos”, explica o pesquisador Iago Costa, chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica (DISEGE).
O SGB já conduziu três gerações de levantamentos aerogeofísicos:
1ª geração (1971 - 2001) – Levantamentos regionais com os primeiros equipamentos aerogeofísicos disponíveis, ainda em baixa resolução, mas que trouxeram grande entendimento do subsolo brasileiro para a época.
2ª geração (2004 - 2015) - Cobertura de aproximadamente 3,7 milhões de km² (51% do território nacional e 86% do embasamento cristalino), com metodologias aerogeofísicas mais modernas, principalmente magnetometria e gamaespectrometria. Esta geração teve um investimento de cerca de US$183 milhões.
3ª geração (2025) - Aquisição de métodos geofísicos de última geração, com levantamentos de alta e ultra-resolução, colocando o Brasil no nível dos grandes países de tradição mineral do mundo, como Canadá e Austrália. Os levantamentos podem revelar o potencial do país para diversos recursos naturais, principalmente aos minerais críticos voltados à transição energética.
Larissa Souza
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
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