Mapeamento do SGB identifica 25 áreas de risco geológico em Passo Fundo (RS)
Mapeamento do SGB identifica 25 áreas de risco geológico em Passo Fundo (RS)
Estudo aponta riscos de inundação, deslizamentos e queda de blocos associados à ocupação urbana próxima a cursos d’água
Passo Fundo (RS) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou, em abril, os resultados do mapeamento de áreas de risco geológico realizado no município de Passo Fundo (RS). O estudo identificou 25 setores de risco relacionados a processos de inundação, deslizamento de terra e queda de blocos de rochas. Desse total, 21 áreas foram classificadas como de alto risco e quatro como de muito alto risco, atingindo quase 2,5 mil pessoas.
Durante os levantamentos de campo, realizados em novembro do ano passado, os técnicos avaliaram características do relevo, condições do solo, dinâmica das águas e padrões de ocupação do território. Apesar de o município estar localizado em uma região de relevo onde predominam pequenas ondulações, típico das áreas de planalto, os riscos mapeados estão associados principalmente à ocupação inadequada do território, com expansão urbana em áreas próximas a cursos d’água, afirmam no relatório as pesquisadoras do SGB responsáveis pelo levantamento, Ana Cláudia Viero e Raquel Barros Binotto.
Segundo o estudo, a maior parte dos processos geológicos mais intensos foi desencadeada pelo evento extremo de chuvas registrado no primeiro semestre de 2024 no estado do Rio Grande do Sul. As análises indicam que intervenções humanas que alteram as condições naturais do terreno também contribuem para a instabilidade das áreas, aumentando a suscetibilidade a deslizamentos, inundações e queda de blocos.
As localidades classificadas como áreas de muito alto risco estão nos bairros: Vista Alegre, São Luiz, Ocupação Floresta e Beco da Rua Manoel Portela. Já as enquadradas como alto risco estão nos bairros Bela Vista, Centro, Entre Rios, Jaboticabal, Nossa Senhora da Paz, Petrópolis, Santa Rosa Maria, São Bento, São Luiz Gonzaga, Tupinambá, Victor Issler, Zacchia e loteamentos Canaã, Garden e Maggi.
O relatório destaca ainda que diversas áreas socialmente vulneráveis ocupam territórios mais amplos que os setores delimitados de risco geológico, o que reforça a necessidade de ações urgentes de mitigação e controle da expansão urbana. O documento tem como objetivo subsidiar o poder público municipal com informações técnicas que orientem a tomada de decisões, apoiando estratégias de prevenção de desastres, reordenamento territorial e comunicação de risco com a população.
Prevenção e planejamento
Entre as recomendações do SGB, destaca-se a continuidade da integração entre os setores municipais de Defesa Civil, meio ambiente, obras e planejamento urbano, prática já adotada em Passo Fundo (RS). O relatório também ressalta a importância do envolvimento das comunidades locais em ações de prevenção e redução de riscos, além da adoção de medidas estruturais e não estruturais para diminuir a exposição da população a eventos naturais, e destaca a relevância do Plano de Contingência do município como ferramenta de preparação e resposta a eventos adversos.
O mapeamento integra as ações do SGB voltadas à prevenção de desastres geológicos e ao ordenamento territorial, oferecendo subsídios técnicos para a tomada de decisão e para a proteção das comunidades em áreas vulneráveis.
Mapeamentos de áreas de risco no Rio Grande do Sul
O SGB já realizou mapeamentos de áreas de risco em 133 municípios do Rio Grande do Sul. Esses levantamentos identificaram cerca de 738 mil pessoas em 2,3 mil áreas de risco classificadas como alto e muito alto. Os cinco municípios com maior número de setores mapeados são: Porto Alegre (145), Caxias do Sul (145), Nova Petrópolis (68), Gramado (68) e Veranópolis (68).
As publicações fazem parte do planejamento anual do SGB, incluído no Plano Plurianual 2024–2027 do Governo Federal. Para conferir todas as cidades atendidas, clique aqui.
App Prevenção SGB
O estudo reforça ainda o papel do aplicativo Prevenção SGB, disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS, que permite consultar áreas de risco e registrar ocorrências de processos geológicos e hidrológicos. A ferramenta contribui para o monitoramento contínuo e para a atualização das informações sobre riscos nos municípios. Acesse para saber onde estão as áreas de risco e contribuir com informações:
Tariana Fernandes
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
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