SGB avança com pesquisas sobre potencial para terras raras na região do Cinturão Ribeira, nos estado de São Paulo e Paraná

11/05/2026 às 13h09
 | Atualizado em: 11/05/2026 às 13h09
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Foto: Divulgação/SGB

Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) avançou, em abril, na terceira etapa de campo do projeto Avaliação do Potencial de Terras Raras no Brasil - Etapa São Paulo e Paraná, com estudos no Cinturão Ribeira. Os estudos abrangeram uma área que apresenta características geológicas favoráveis à ocorrência desses elementos estratégicos, selecionada com base no Mapa de do potencial de elementos terras raras (ETR) na Faixa Ribeira e Faixa Brasília meridional.

As atividades de campo ocorreram nos municípios de Itupeva, Alumínio, Morungaba, Capão Bonito, Juquiá, Jacupiranga, Cajati, Itapirapuã Paulista e Cananéia, em São Paulo; Cerro Azul, Castro, Carambeí e Tijucas do Sul, no Paraná; e Joinville e Garuva, em Santa Catarina.

O levantamento, elaborado em escala regional, indicou setores mais promissores para a ocorrência desses elementos. Com base nesse resultado, foram selecionadas áreas prioritárias para estudos detalhados. O trabalho inclui atividades de campo, com coleta de amostras de solo e rocha, além do reprocessamento e da interpretação de dados geofísicos e geoquímicos.

“Os primeiros resultados são bastante promissores, com a identificação de concentrações bastante elevadas de ETR em diferentes pontos estudados. Em algumas amostras, os teores totais ultrapassam 8.000 ppm (partes por milhão) de TREE (somatória de todos os elementos terras raras), valores considerados altos para esse tipo de ocorrência e que indicam um enriquecimento expressivo”, explica o pesquisador do SGB Guilherme Iolino Troncon Guerra. O teor em ppm significa que para cada um  milhão de partes da amostra 8 mil são de elementos terras raras.

Foto: Divulgação/SGB

Guerra reforça que há também concentrações superiores a 3.000 ppm de elementos terras raras magnéticos (MREE), como neodímio e térbio em algumas áreas. “Justamente esses são os mais valorizados no mercado por seu uso na fabricação de ímãs de alto desempenho, essenciais para tecnologias como motores elétricos e geração de energia renovável”, detalha o pesquisador.

A próxima etapa de campo do projeto será realizada ainda neste ano e contemplará, entre outros, os municípios de Sete Barras, Tapiraí, Piedade e Natividade da Serra, em São Paulo. Os trabalhos buscam aprofundar o conhecimento sobre as áreas mais promissoras e subsidiar a elaboração de mapas de favorabilidade em maior escala de detalhes. 

Ao longo deste e do próximo ano, novos produtos técnicos e informes serão disponibilizados. O papel do SGB é produzir conhecimento geológico básico, reduzindo incertezas e oferecendo subsídios técnicos para o planejamento público e para futuras decisões do setor mineral.


 
O projeto Avaliação do Potencial de Terras Raras no Brasil tem como objetivo identificar novas áreas com potencial para ocorrência de elementos terras raras (ETR) e reavaliar dados de depósitos já conhecidos. A iniciativa também busca ampliar o conhecimento geológico por meio da aplicação de técnicas analíticas modernas. Os ETR são considerados estratégicos por seu uso em tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.

Larissa Souza

Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br


 

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