Serviço Geológico do Brasil retoma levantamentos aerogeofísicos no país após uma década

31/07/2025 às 21h10
 | Atualizado em: 01/08/2025 às 12h45
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O primeiro contrato foi assinado nesta quarta-feira (30), para aquisição de dados no estado do Tocantins
 

Foto: Divulgação/SGB


Brasília (DF) - O Serviço Geológico do Brasil (SGB) assinou, nesta quarta-feira (30), o contrato para realizar o primeiro levantamento aerogeofísico no país após uma década sem aquisição de novos dados aerogeofísicos. O estado do Tocantins será o primeiro a receber voos. A iniciativa faz parte da ata de registro de preços assinada em março deste ano com a empresa Xcalibur Smart Mapping. 
 

Foto: Igo Estrela/SGB



“Esse trabalho está totalmente alinhando com o que o presidente Lula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, vêm defendendo: ampliar o conhecimento sobre o nosso território, valorizar nossas potencialidades e abrir caminhos para a descoberta de novas áreas com terras raras e minerais estratégicos”, destacou o diretor-presidente do SGB, Inácio Melo. Ele complementou: “É uma demanda antiga, que o SGB vem batalhando há bastante tempo”.

O levantamento será realizado em uma área de 20 mil km², na porção sudeste do Tocantins, com áreas em importantes contextos geotectônicos. O estado tem elevado potencial e abriga terrenos favoráveis à ocorrência de minerais estratégicos como ouro, cobre, níquel, fosfato, terras raras e grafita, além de possuir relevância crescente na pesquisa por recursos hídricos subterrâneos. 

Os municípios abrangidos serão: Almas, Arraias, Aurora do Tocantins, Chapada da Natividade, Combinado, Conceição do Tocantins, Dianópolis, Lavandeira, Natividade, Novo Alegre, Novo Jardim, Paranã, Pindorama do Tocantins, Ponte Alta do Bom Jesus, Ponte Alta do Tocantins, Porto Alegre do Tocantins, São Valério, Silvanópolis, Taguatinga e Taipas do Tocantins. 

 

Fonte: SGB


Para o levantamento, serão utilizados métodos de magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria strapdown. Com uso de dados aerogeofísicos anteriores, o novo levantamento terá uma resolução efetiva de 250 metros entre as linhas de voo, o que permitirá uma caracterização geofísica mais detalhada da região e trará um novo panorama sobre o potencial para recursos minerais. A aquisição de dados aerogeofísicos de altíssima resolução impulsionará significativamente o conhecimento geológico do estado, atraindo investimentos e promovendo o desenvolvimento sustentável da região.


Estratégia nacional de dados geocientíficos


De acordo com o diretor de Geologia e Recursos Minerais, Valdir Silveira, “é um momento histórico para o SGB e para as geociências brasileiras. Esta retomada fortalece a infraestrutura de dados geológicos do país e traz novas possibilidades para a pesquisa científica, a exploração mineral sustentável e a busca por recursos estratégicos”.
 

A iniciativa visa ampliar a base de dados geofísicos do Brasil, aumentando a resolução em regiões já cobertas, e adquirindo dados de tecnologias aerogeofísicas mais modernas. Além de ser importante para identificar depósitos minerais, os dados adquiridos também contribuem para o mapeamento de estruturas geológicas profundas, avaliação de recursos hídricos subterrâneos e apoio a políticas de ordenamento territorial e gestão ambiental.


O levantamento aerogeofísico faz parte das ações do Plano Nacional de Mineração 2030/2050, do Plano Nacional de Mapeamento Geológico e Pesquisas Minerais (PlanGeo), do Plano Plurianual da União (PPA) e do Programa de Exploração Geofísica Profunda do Brasil (DEEP Brazil). 

Larissa Souza
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br 

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