Serviço Geológico do Brasil mapeou áreas de risco em 218 municípios de Minas Gerais
Serviço Geológico do Brasil mapeou áreas de risco em 218 municípios de Minas Gerais
Estudos são essenciais para apoiar o poder público municipal em ações para prevenção de desastres
Brasília (DF) – Municípios de Minas Gerais foram fortemente afetados por chuvas, que provocaram deslizamentos e inundações nos últimos dias. Diante do cenário, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) reforça que realiza estudos para apoiar o poder público municipal em ações para prevenir desastres. No estado, já foram realizados mapeamento de áreas de risco em 218 municípios, até fevereiro de 2026. Esse trabalho faz parte de uma atuação nacional mais ampla, que já contemplou mais de 1,8 mil cidades em todo o país.
“A Zona da Mata do estado de Minas Gerais está sendo afetada por chuvas torrenciais, o que causa a saturação do solo e que acaba provocando processo de movimentos de massa – como deslizamentos e corrida de detritos – e também inundações. Muitas dessas áreas afetadas recentemente já foram mapeadas pelo SGB e nós recomendamos que a população e os gestores municipais acessem os produtos e verifiquem se há outras áreas de risco”, explica o geólogo e pesquisador do SGB Diogo Rodrigues, chefe do Departamento de Gestão Territorial do SGB.
O pesquisador reforça ainda a importância da população ficar atenta aos sinais como árvores inclinadas, muros embarrigados e trincas no terreno. “Caso identifique essas evidências, contate a Defesa Civil Municipal para que sejam tomadas as medidas cabíveis”, orienta Rodrigues.
Confira os mapeamentos de áreas de risco de Minas Gerais: www.sgb.gov.br/cartografia-de-riscos-geologicos
Acesse o app Prevenção SGB para saber onde estão as áreas de risco e contribuir com informações:
Mapeamentos de áreas de risco em Minas Gerais
De acordo com os dados, nos municípios mapeados, já foram identificadas em Minas Gerais 3,5 mil áreas de risco – 767 de risco muito alto e 2,7 mil de risco alto. A maior parte associada a deslizamentos: 2,6 mil áreas. Segundo os dados, mais de 583 mil pessoas vivem nas áreas de risco em Minas.
Entre os municípios mapeados pelo SGB, os dez que mais apresentam áreas de risco são: Ouro Preto (313), Betim (180), Ibirité (110), Ipatinga (99), Juiz de Fora (80), Aimorés (76), Santa Luzia (75), Resplendor (69), Nova Era (61) e Sabinópolis (56).
Além dos mapeamentos de áreas de risco, o SGB já entregou os seguintes estudos para Minas Gerais:
- Cartografia de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundações - contemplando 80 municípios mineiros;
- Cartas de Perigo Geológico realizadas nos municípios de Aimorés, Cataguases, Ouro Preto e Diogo de Vasconcelos;
- Cartas Geotécnicas de Aptidão à Urbanização contemplam os municípios Além Paraíba, Cataguases, João Monlevade, Juiz de Fora, Manhuaçu e Santa Maria de Itabira;
- Avaliações Técnicas Pós-Desastres em 17 municípios mineiros
- Diagnóstico da População em Áreas de Risco Geológico para Caeté, Conceição do Mato de Dentro, Juiz de Fora, Ouro Preto e Santa Maria de Itabira.
- Avaliação Geotécnica de Atrativos Geoturísticos de Morro do Cristo, Parque Estadual do Ibitipoca e Serra da Canastra.
Monitoramento de rios
O Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) do Serviço Geológico do Brasil contempla mais de 30 municípios de Minas Gerais, com o monitoramento de estações nas bacias dos rios Doce (SAH Doce), Velhas (SAH Velhas), São Francisco (SAH Francisco), Pomba (SAH Pomba) e Muriaé (SAH Muriaé). A operação gera previsões sobre os níveis dos rios, possibilitando o gerenciamento de riscos e antecipação de ações.
Em períodos chuvosos que provocam aumento do nível dos rios, o SAH entra em operação e inicia o disparo de boletins de alerta hidrológicos. Esses boletins apresentam previsões de níveis das águas para as próximas horas, além de informações sobre as chuvas.
Dessa forma, o SGB auxilia defesas civis e órgãos municipais nas atividades de prevenção e apoio às populações afetadas. Uma das ações que podem ser realizadas, por exemplo, é a remoção de pessoas de áreas com possibilidade de serem inundadas.
Confira os municípios atendidos:
O Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Doce (SAH Doce) atende os municípios mineiros de Açucena, Antônio Dias, Conselheiro Pena, Coronel Fabriciano, Galiléia, Governador Valadares, Ipatinga, Nova Era, Ponte Nova, Resplendor, Timóteo e Tumiritinga. E no Espírito Santo são três municípios beneficiados: Baixo Guandu, Colatina e Linhares.
O Sistema de Alerta Hidrológica da Bacia do Rio das Velhas atende Jequitibá, Hipólito e Várzea da Palma, em Minas Gerais.
O Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio São Francisco monitora estações nos municípios mineiros: Buritizeiro, Pirapora, Ponto Chique, São Romão, Ubaí, São Francisco, Pedras de Maria da Cruz, Januária, Matias Cardoso e Manga. Na Bahia, são atendidos os municípios: Carinhanha, Malhada, Serra do Ramalho, Bom Jesus da Lapa, Ibotirama, Morpará, Xique-Xique e Barra.
O Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Pomba atende as cidades minerais de Cataguases, Astolfo Dutra, Leopoldina, Itamarati de Minas e Guarani, além de Aperibé e Santo Antônio de Pádua, no Rio de Janeiro.
O Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Muriaé monitora os municípios de Carangola e Patrocínio do Muriaé, em Minas Gerais. Também são atendidas as cidades de Muriaé, Itaperuna, Cardoso Moreira e Porciúncula, no Rio de Janeiro.
Larissa Souza
Núcleo de Comunicação
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