Rios Negro e Solimões apresentam estabilidade dos níveis em Manaus e Manacapuru
Rios Negro e Solimões apresentam estabilidade dos níveis em Manaus e Manacapuru
Dados são apresentados no 1º Boletim Hidrológico da Bacia do Amazonas de 2026, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil
Manaus (AM) – Os rios Negro e Solimões apresentaram estabilidade dos níveis em Manaus (AM) e Manacapuru (AM) na última semana, segundo o 1º Boletim Hidrológico da Bacia do Amazonas de 2026, divulgado nesta terça-feira (6/1) pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). O comportamento é influenciado, principalmente, pelas condições de chuva registradas nas últimas semanas.
Na bacia do rio Negro, apesar da desaceleração no ritmo de subida, os níveis permanecem dentro da faixa de normalidade para o período. Atualmente, o nível do rio Negro em Manaus é de 21,96 metros, conforme registrado na estação de Ponta do Ismael.
“O que se observou em Manaus foi apenas o reflexo de um movimento de recessão pontual ocorrido no Alto Solimões a partir da segunda semana de dezembro. Na maior parte das estações, os níveis estão dentro do esperado para o período”, explica o pesquisador Andre Martinelli, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional de Manaus (SUREG-MA).
Na bacia do rio Solimões, os últimos 30 dias foram marcados por uma descida acumulada de cerca de 3,20 m em Tabatinga. Antes, os níveis estavam acima do esperado para o período e, com a descida, os valores estão próximos ao limite inferior da faixa de normalidade. A cota observada no município é de 6,66 m. Em Manacapuru (AM), o nível está em 13,24 m e já é observada a estabilidade dos níveis.
Na bacia do rio Branco, o rio segue em processo de vazante, com redução no ritmo das descidas diárias nos municípios de Boa Vista (RR) e Caracaraí (RR). As estações de monitoramento indicam níveis dentro do esperado para o período. No entanto, os prognósticos apontam chuvas abaixo da média na região para as próximas semanas, o que exige atenção. Em Boa Vista, o nível atual do rio Branco é de 1,30 m e em Caracaraí de 2,06 m.
Na bacia do rio Purus, o rio Acre, em Rio Branco (AC), está com níveis elevados e permanece acima da faixa de normalidade, com cota de 10,77 m. Em Beruri (AM), o comportamento do rio está associado à influência do rio Solimões, mantendo níveis compatíveis com o período. A cota registrada no município é de 14,58 m.
Na bacia do rio Madeira, o rio segue em processo de enchente, com elevações médias diárias de aproximadamente 25 cm em Humaitá (AM) e 18 centímetros em Porto Velho (RO). Os níveis são considerados elevados para a época. Em Porto Velho, a cota atual é de 12,5 m e, em Humaitá, de 19,79 m.
Os dados do SGB indicam ainda estabilidade dos níveis ao longo do rio Amazonas, em resposta direta ao comportamento observado no rio Solimões, com valores próximos às médias históricas. As cotas observadas são: 8,59 m em Itacoatiara (AM); 3,78 m em Parintins (AM); 3,88 em Óbidos (PA); e 3,61 m em Almeirim (PA).
Monitoramento
O monitoramento dos rios é feito a partir de estações, que fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O SGB opera cerca de 80% das estações e gera informações que apoiam os sistemas de prevenção de desastres, a gestão dos recursos hídricos e pesquisas. As informações estão disponíveis na plataforma SACE e são atualizadas diariamente.
Larissa Souza
Núcleo de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
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