Serviço Geológico do Brasil recebe novos equipamentos para pesquisas sobre hidrologia isotópica
Serviço Geológico do Brasil recebe novos equipamentos para pesquisas sobre hidrologia isotópica
Ação é parte do Projeto de Cooperação Técnica com a Agência Internacional de Energia Atômica e fortalece estudos sobre águas subterrâneas no país
Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) recebeu, em dezembro, novos equipamentos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) destinados ao fortalecimento das pesquisas em hidrologia isotópica. Essa ação é parte do Projeto de Cooperação Técnica intitulado “Enhancing the Use of Radioisotopes in the Determination of Groundwater Ages”.
Os equipamentos passam a integrar a infraestrutura de campo e de laboratório usada pelo Programa de Isotopia Aplicada à Hidrologia do SGB, que atua na investigação da origem, da dinâmica e do tempo de residência das águas subterrâneas. As informações são estratégicas para a gestão hídrica, o planejamento territorial e a segurança no abastecimento de água.
Entre os equipamentos recebidos estão:
- Medidores de radônio do tipo RAD8, com kits para medições discretas e contínuas;
- Microseringas e septos – insumos essenciais e de alto custo para o espectrômetro a laser de isótopos estáveis instalado em Caeté (MG);
- Sondas multiparamétricas de campo, bombas submersíveis para amostragem, medidores de nível e garrafas amostradoras do tipo Van Dorn; e
- Outros equipamentos fundamentais para campanhas de campo.
Todo o processo de aquisição, incluindo compra, desembaraço aduaneiro e transporte, foi integralmente custeado pela AIEA. Além da doação de equipamentos, o projeto de cooperação prevê a realização de estágios e treinamentos técnicos em centros internacionais de excelência.
“Desde sua criação, o Programa de Isotopia Aplicada à Hidrologia busca, de forma contínua, o estabelecimento de parcerias institucionais, tanto no âmbito nacional quanto internacional, com o objetivo de viabilizar recursos para a aquisição de equipamentos, contratação de serviços analíticos e custeio de atividades de campo”, explica a pesquisadora Isadora Kuhn, atual coordenadora do programa no SGB.
Segundo o pesquisador Roberto Kirchheim, desde 2015, o programa tem submetido propostas para todos editais lançados em nível mundial. Essa estratégia tem gerado resultados positivos para a instituição: "Era de se esperar que a partir de um determinado momento, o mérito das propostas conduziria à adjudicação. Estamos colhendo os frutos de muito esforço".
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