Novo dashboard do Serviço Geológico do Brasil apresenta panorama sobre terras raras no país
Novo dashboard do Serviço Geológico do Brasil apresenta panorama sobre terras raras no país
A ferramenta consolida, em um único ambiente, dados do SIGMINE/ANM e informações públicas de empresas mineradoras, permitindo acompanhar o estado da arte dos projetos minerais relacionados ao ETR
Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) lançou, durante o Simexmin, um novo dashboard interativo com informações sobre o cenário das terras raras no país. A ferramenta permite acompanhar o avanço dos projetos minerais relacionados aos Elementos Terras Raras (ETR) no país a partir de dados do Sistema de Informações Geográficas de Mineração da Agência Nacional de Mineração (SIGMINE/ANM) e informações públicas divulgadas por empresas mineradoras. Confira aqui.
O objetivo é apoiar decisões técnicas, novos investimentos e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro. “O dashboard ajuda a traduzir o atual estágio dos projetos de terras raras no país, mostrando o grau de maturidade dos empreendimentos e o cenário atual do setor a partir de dados públicos”, destaca a pesquisadora Lucy Takehara, coordenadora do Projeto Terras Raras do SGB.
O Brasil possui hoje a segunda maior reserva mundial declarada de terras raras, com 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China. O dashboard mostra que o país conta atualmente com mais de 2,5 mil processos minerários ativos relacionados a ETR, distribuídos em 22 estados brasileiros. Desse total, cerca de 2 mil estão em fases iniciais de desenvolvimento. A ferramenta também identifica cinco contextos geológicos distintos associados às ocorrências brasileiras.
Os dados evidenciam ainda a expansão do setor nos últimos anos. Entre 1975 e 2020, o Brasil acumulou pouco mais de 250 processos minerários ligados às terras raras. Apenas entre 2023 e 2024, foram protocolados mais de 1.600 novos processos, demonstrando o crescimento do interesse sobre o potencial mineral brasileiro.
A análise dos projetos em andamento revela predominância das argilas iônicas, que representam mais de 65% das ocorrências atualmente em exploração. Esse cenário reflete o potencial associado ao intemperismo tropical brasileiro e o interesse crescente por depósitos considerados estratégicos para a cadeia global de minerais críticos.
Larissa Souza
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
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