Serviço Geológico do Brasil, prefeitura de Itapoá (SC) e UFPR estabelecem cooperação técnico-científica para monitoramento da dinâmica costeira
Serviço Geológico do Brasil, prefeitura de Itapoá (SC) e UFPR estabelecem cooperação técnico-científica para monitoramento da dinâmica costeira
As instituições formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) focado no intercâmbio de dados e na sistematização de informações
Brasília (DF) – A união de esforços entre o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Prefeitura de Itapoá (SC) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) fortalecerá a base de conhecimento sobre os processos de erosão costeira, fornecendo subsídios para o ordenamento territorial. As instituições assinaram, no mês de abril, o ACT no âmbito do Projeto Estudo da Dinâmica Costeira Continental e Ocupação, executado pelo SGB.
Com vigência de dois anos, o plano de trabalho prevê o emprego de tecnologia de ponta, incluindo aerolevantamentos com sensores LiDAR (Light Detection and Ranging), coleta de sedimentos e análises laboratoriais. Os dados viabilizarão o monitoramento da praia em diferentes estações do ano, identificando setores críticos de déficit ou aporte sedimentar. Duas etapas já foram concluídas na região.
“O aprofundamento técnico sobre a dinâmica da costa é essencial para mitigar os impactos de eventos extremos, como as ressacas, além de otimizar a aplicação de recursos públicos e fortalecer a capacidade de adaptação das zonas costeiras frente aos desafios impostos pelas variações ambientais”, explica o pesquisador em geociências do SGB, Marcelo Jorge, coordenador do projeto.
Nesse contexto, Itapoá será o município pioneiro em Santa Catarina a implementar um programa de monitoramento costeiro de alta precisão. De acordo com o engenheiro da Secretaria de Meio Ambiente (SEMAI) Lucas Henderson o objetivo é identificar soluções para a erosão marinha, que há décadas afeta a cidade. “Com informações confiáveis em mãos, Itapoá poderá balizar futuros projetos de infraestrutura, buscar financiamentos para novas etapas de engorda – como a planejada para a zona norte, entre o bairro Continental e o Balneário Cambijú – e implementar políticas públicas que garantam uma orla preservada, segura e pronta para o futuro”, afirma.
Os diálogos para firmar a parceria começaram após o SGB iniciar, em março de 2025, o projeto Dinâmica Costeira no município de Guaratuba (PR), em parceria com a UFPR. Segundo o professor Carlos Guedes, do Departamento de Geologia da universidade, o ACT evidencia a importância do conhecimento geocientífico para apoiar os municípios. “A parceria entre as três entidades públicas demonstra a necessidade de intercâmbio técnico-científico para o monitoramento costeiro, como subsídio para a avaliação de impacto nas variações da linha de costa resultado de processos naturais e antrópicos, que incluem o uso e ocupação do solo e as mudanças climáticas”, pontuou.
As atividades envolverão também alunos de graduação e pós-graduação, contribuindo para a formação profissional.
Estudos sobre dinâmica costeira no Brasil
O SGB tem ampliado os estudos do projeto Dinâmica Costeira em parceria com universidades, sendo este o quarto acordo firmado dentro da iniciativa. Já foram entregues os resultados de São Vicente (SP) e há estudos em andamento em Maricá (RJ) e Guaratuba (PR). A relevância do projeto se confirma pois as regiões costeiras são consideradas ambientes naturalmente frágeis devido à dinâmica complexa associada à ação das marés, ventos e ondas, ao aumento do nível do mar e aos impactos provocados por atividades humanas, um cenário que impacta diretamente a vida da população.
Larissa Souza
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br
Outras Notícias
SGB participa de audiência pública sobre Política Nacional de Terras Raras e Minerais Estratégicos
Diretor-Presidente, Vilmar Simões, ressaltou o potencial geológico brasileiro e defendeu a necessidade de o país aproveitar o atual momento estratégico para ampliar o conhecimento sobre seus recursos minerais