Esmeraldas (MG) tem mapeamento de áreas de risco geológico atualizado

03/09/2026 às 16h10
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 Levantamento do Serviço Geológico do Brasil identifica 55 áreas sujeitas a inundação, enxurrada, erosão e deslizamento

Foto: Arquivo SGB


Esmeraldas (MG) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou, em agosto, o relatório do mapeamento de áreas de risco geológico do município de Esmeraldas, em Minas Gerais. Os trabalhos de campo foram realizados em abril deste ano e identificaram 55 áreas de risco relacionadas a processos como inundação, enxurrada, erosão e deslizamento.

Do total de áreas mapeadas, 53 foram classificadas como de risco alto e duas como de risco muito alto. Ao todo, foram identificadas mais de 2 mil residências e quase 8,6 mil pessoas em áreas de risco, aproximadamente 9% da população do município.

Nas 53 áreas classificadas como de risco alto, foram contabilizados 2.035 domicílios e 8,1 mil pessoas. Os setores estão distribuídos pelas localidades de Alexandria, Andiroba, Mororó, Mediterrâneo, Monte Sinai, Nova Esmeraldas, Novo Retiro, Recanto Verde, Recreio, Santa Quitéria, São Francisco, Vale Bom Jesus, Condomínio Fazendinha Campo Alegre, Ipê Amarelo, Melo Viana, Pesqueiro São Judas Tadeu, Povoado Padre João, Recreio dos Bandeirantes, Santa Cecília, São José e Tijuco. Os processos identificados incluem inundação, enxurrada, erosão e deslizamento.

As duas áreas classificadas como de risco muito alto estão nos bairros Alexandria e Centro. Nesses setores, foram identificados 138 domicílios e 552 pessoas em áreas sujeitas a deslizamento, erosão e rastejo, processo caracterizado pelo movimento lento do terreno encosta abaixo.

Segundo o estudo, as condições de risco resultam da combinação entre as características naturais do terreno e as formas de ocupação e intervenção no território. Os resultados do mapeamento constituem uma ferramenta para o gerenciamento de riscos e desastres e podem subsidiar ações do poder público e da Defesa Civil. 

O relatório destaca ainda a importância de evitar o adensamento de áreas atingidas, ampliar a fiscalização da ocupação em locais impróprios e fortalecer os canais de comunicação com a população para que os sistemas de alerta sejam efetivos durante eventos críticos.

Esmeraldas está entre os municípios de Minas Gerais com maior número de áreas mapeadas pelo SGB, sendo o 11º colocado. Ouro Preto, Betim e Ibirité são os três primeiros do estado.

O relatório técnico completo pode ser consultado no Repositório Institucional de Geociências do SGB (RIGeo): Esmeraldas (MG)

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