Níveis do rio Paraguai seguem dentro dos parâmetros para o período
Níveis do rio Paraguai seguem dentro dos parâmetros para o período
Novo Boletim do SGB detalha o comportamento da calha principal e dos afluentes na região
Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) publicou, nesta quarta-feira (02/09), uma nova edição do Boletim de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai. O relatório indica que a maioria das estações ao longo da calha principal e dos afluentes apresenta cotas enquadradas na zona de normalidade para o início de setembro.
Na medição das 7h, o registro apontou níveis dentro do intervalo esperado em Barra do Bugres e no trecho entre Ladário e Porto Murtinho. Apenas na estação de Cáceres a cota permaneceu abaixo do limite inferior do período. Nos afluentes acompanhados — rios Cuiabá, Palmeiras e Miranda —, os índices também se mantêm estáveis na faixa normal.
A estação de referência em Ladário (MS) registrou a marca de 201 cm (2,01 m), valor inserido no intervalo histórico previsto para a data, que varia de 50 cm a 422 cm. O acumulado de chuva na bacia nos últimos sete meses (fevereiro a agosto de 2026) ficou 18% acima da média histórica do período (1998–2025).
Previsões de chuva e níveis
As projeções meteorológicas do modelo GEFS/NOAA indicam ausência de volumes significativos de precipitação para os próximos sete dias na bacia.
Com base no cenário atual e na estiagem típica da época, as estimativas apontam para a continuidade do declínio gradual das cotas nas próximas semanas. Para Ladário, a projeção indica 179 cm em 7 dias e 156 cm em 14 dias.
A evolução dos níveis dependerá das condições pluviométricas ao longo da bacia. Por isso, o acompanhamento contínuo da chuva e da resposta dos rios permanece fundamental para a gestão hidrológica regional. O SGB acompanha o cenário por meio do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai (SAH Paraguai).
Os dados hidrológicos são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), mantida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e operada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em parceria com outras instituições. As previsões hidrológicas são elaboradas pelos engenheiros do SGB com base em modelos hidrológicos, estando sujeitas às incertezas inerentes a esses processos. Dados em tempo real e mapas de risco estão disponíveis no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE).
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
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