Ações e projetos do Serviço Geológico do Brasil são destaque no Painel SGB do Congresso Brasileiro de Geologia
Ações e projetos do Serviço Geológico do Brasil são destaque no Painel SGB do Congresso Brasileiro de Geologia
Diretores da instituição abordaram, nesta segunda-feira (2/11), estratégias para ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro e a atuação das geociências em áreas como recursos hídricos, prevenção de desastres e planejamento territorial
Fortaleza (CE) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentou ações e perspectivas de atuação durante o Painel SGB, realizado nesta segunda-feira (2/11), no auditório do 52º Congresso Brasileiro de Geologia (CBG), em Fortaleza (CE). As palestras foram conduzidas pela diretora de Hidrologia e Gestão Territorial, Alice Castilho, e pelo diretor de Geologia e Recursos Minerais, Valdir Silveira, que abordaram diferentes frentes de trabalho da instituição.
Com o tema “Programa Nacional do Conhecimento Geológico: estratégias para ampliar o mapeamento do território brasileiro”, o diretor Valdir Silveira apresentou um panorama dos levantamentos geológicos básicos no país, destacando a evolução das atividades, os desafios para a ampliação da cobertura geológica nacional e a importância da retomada e do fortalecimento dos investimentos no setor, incluindo a realização de levantamentos aerogeofísicos.
Em sua apresentação, Silveira destacou que as ações e entregas realizadas pelo SGB nos últimos anos foram fundamentais para consolidar o protagonismo da instituição na produção de conhecimento geocientífico e para subsidiar a estruturação do Programa Nacional do Conhecimento Geológico. Prevista para o ciclo 2027–2030, a iniciativa contará com investimentos estimados em R$ 300 milhões anuais, com foco na ampliação do conhecimento geológico do território brasileiro.
O programa prevê a execução de mapeamentos geológicos, levantamentos geofísicos e geoquímicos e estudos de avaliação do potencial mineral, com atenção especial aos minerais críticos e estratégicos. As atividades serão direcionadas a províncias minerais e distritos mineiros brasileiros, com o objetivo de ampliar a base de conhecimento geocientífico do país e fornecer subsídios técnicos para o planejamento territorial, a gestão dos recursos minerais e o desenvolvimento nacional.
Na palestra “Geociências a serviço da sociedade: água, território e prevenção de desastres”, Alice Castilho apresentou a diversidade de áreas em que o SGB atua. “O objetivo da apresentação foi mostrar a atuação do SGB além do mapeamento geológico e de recursos minerais”, afirmou a diretora.
Durante a apresentação, Alice Castilho enfatizou trabalhos relacionados à avaliação da disponibilidade hídrica superficial e subterrânea, ao monitoramento e à manutenção de bases de dados, além do desenvolvimento de estudos integrados. Também abordou as ações de prevenção de desastres, o planejamento territorial e a geologia ambiental.
Pesquisadores apresentam estudos em diferentes áreas das geociências
Entre os trabalhos apresentados nesta segunda-feira (2/11), destaca-se o “Mapa Geológico do Brasil 2025 (escala 1:5.000.000): metodologia e principais compartimentos geológicos”, que tem como um dos autores o pesquisador Frank Gurgel Santos. O trabalho apresenta a atualização e integração da cartografia geológica do Brasil e seus compartimentos tectônicos, cerca de 20 após a publicação da última versão. O mapa subsidia a tomada de decisões em contexto público e privado, além de ser importante indutor da pesquisa geocientífica no Brasil e na América do Sul..
Na área de recursos hídricos, entre os trabalhos apresentados, estão estudos sobre a redefinição hidroestratigráfica da Costa Oriental da Amazônia, com foco no Aquífero Marajó, e sobre a hidrogeologia de bacias onshore na Bacia Costeira Bragança-Viseu, na Margem Equatorial Brasileira, apresentados em sessão oral pelo pesquisador Manoel Imbiriba Júnior.
Outro trabalho, apresentado pelo pesquisador Albert Teixeira, analisou a drenagem ácida de minas, águas ricas em sulfato e assinaturas geoquímicas de ferro e manganês em uma rede de monitoramento de águas subterrâneas de longo prazo, contribuindo para a compreensão dos impactos ambientais associados à atividade carbonífera.
Na área de divulgação científica, a pesquisadora Andrea Sander, chefe do Departamento de Relações Institucionais e Divulgação (DERID) e responsável pelo Programa SGBeduca, apresentou experiências de mediação em geociências com estudantes e professores dos ensinos fundamental e médio de comunidades periféricas e regiões remotas, incluindo ações desenvolvidas em territórios indígenas.
A pesquisadora Juliana Moraes, chefe da Divisão de Relações Institucionais (DIREIN), compartilhou sua experiência à frente do Café Geológico, iniciativa que promove debates sobre temas geocientíficos de relevância para a sociedade, com a participação de especialistas. O público também pode visitar o estande do SGBeduca e conhecer a sandbox, uma caixa de areia de realidade aumentada instalada no espaço expositivo da instituição. A ferramenta permite visualizar, de forma interativa e didática, processos geomorfológicos e hidrológicos, aproximando o público de conceitos das geociências. O espaço reúne ainda outros recursos e produtos educativos desenvolvidos no âmbito do programa.
A programação do CBG reuniu também pesquisas sobre recursos hídricos, hidrogeologia, evolução tectônica, geologia ambiental, patrimônio geológico, mudanças climáticas, geotecnologias e divulgação científica. A programação completa está disponível no site oficial do Congresso.
Larissa Souza
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
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