Serviço Geológico do Brasil contribui para o lançamento do supercomputador Soberano

03/11/2026 às 14h37
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Projeto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) utiliza inteligência artificial para acelerar a produção de cartografia geológica e territorial no país


Belo Horizonte (MG) - O Serviço Geológico do Brasil (SGB) está contribuindo para o desenvolvimento de aplicações do supercomputador Soberano, que utiliza inteligência artificial para mapear o território brasileiro. Esse projeto, inaugurado na última semana, no dia 27 de outubro, é uma iniciativa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e os dados gerados poderão ser utilizados por instituições parceiras, como o SGB.

A nova infraestrutura computacional de alto desempenho foi concebida para aplicar inteligência artificial avançada à geoinformação. A máquina é capaz de processar milhares de modelos de IA simultaneamente a partir de dados obtidos por satélites, drones e sensores hiperespectrais. 

Com o supercomputador, será possível automatizar a extração de dados geográficos no âmbito do projeto GeoIDE (Geoinformação Inteligente e Dados Espaciais), e viabilizar o mapeamento do território brasileiro na escala 1:25.000, um nível de detalhamento em que cada centímetro no mapa equivale a 250 metros no terreno.

Atualmente, apenas cerca de 8% do território nacional possui mapeamento nessa escala, fundamental para a gestão de bacias hidrográficas, planejamento municipal, resposta a desastres climáticos, infraestrutura e segurança do território.

Para o pesquisador do SGB Clyvihk Camacho, que atua no projeto, a aplicação de modelos de IA de alta capacidade representa um salto na análise de dados geocientíficos e impactará diretamente várias áreas de atuação do SGB. "Desde o mapeamento geológico, prospecção mineral, o risco geológico, a inundação, secas. Tudo isso pode ser muito beneficiado por esse tipo de ferramenta. Porque a gente vai ter uma velocidade muito maior na hora de processar os dados. Então, isso traz para a gente velocidade e uma resposta para a sociedade muito mais rápida", destaca Camacho.

A tecnologia avançada permitirá impulsionar pesquisas importantes para o desenvolvimento do país, como a identificação de minerais estratégicos, incluindo elementos de terras raras, a avaliação detalhada de riscos de deslizamentos e inundações, o apoio ao combate ao desmatamento ilegal e a gestão eficiente dos recursos hídricos.

O Soberano é equipado com um servidor que possui oito aceleradores NVIDIA H200, com 141 gigabytes de memória cada. Ao lado dele, trabalham dez nós de processamento, cada um com 256 núcleos e 768 gigabytes de memória, apoiados por um armazenamento paralelo de cerca de 400 terabytes e por uma rede interna de 100 gigabits por segundo. Além disso, a UFMG também lançou a  câmera hiperespectral Hyper-Cam Mini xLW.

Os equipamentos foram adquiridos por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O projeto “Extração de Geoinformação com o Uso de Inteligência Artificial para Aplicações Duais: Defesa e Ambiente (GeoIDE)” é executado pela UFMG, com participação do Instituto Militar de Engenharia (IME) e da Diretoria do Serviço Geográfico do Exército Brasileiro. 

*Com informações da Assessoria de Comunicação da UFMG

Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
imprensa@sgb.gov.br
 

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