SGB revela potencial mineral do Rio Grande do Sul para materiais utilizados na indústria cerâmica
SGB revela potencial mineral do Rio Grande do Sul para materiais utilizados na indústria cerâmica
Resultados apresentados em Informe de Recursos Minerais podem impulsionar a economia local ao contribuir para a prospecção e identificação de novas reservas
Brasília (DF) – O Rio Grande do Sul tem potencial mineral para materiais usados na indústria cerâmica, segundo estudo realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). A pesquisa foi realizada na região da Bacia do Paraná e abrange municípios do sul do estado, como São Gabriel, Bagé, Hulha Negra, Aceguá, Dom Pedrito, Rosário do Sul e Pântano Grande. As informações são apresentadas no Informe de Recursos Minerais nº 46 da série Rochas e Minerais Industriais, resultado do projeto Polos Cerâmicos da Bacia do Paraná (RS).
Os dados contribuem para prospecção e identificação de novas reservas, o que pode impulsionar e diversificar a economia local, tradicionalmente baseada em agricultura e pecuária. “Esse trabalho mostra um potencial até então desconhecido para o sul do RS, podendo subsidiar a instalação de indústrias cerâmicas em áreas com baixa industrialização, gerando emprego e renda para os moradores”, explica o pesquisador Bruno Ludovico Dihl Horn, um dos organizadores do estudo.
Horn ressalta ainda que as análises identificaram argilas com grau de pureza promissor, que podem ser mais adequadas para uso em cerâmicas mais tecnológicas, além da cerâmica vermelha. “A presença de depósitos de argilas pode diminuir localmente os custos de materiais para a construção civil, além de contribuir com a instalação de indústrias de processamento destes materiais”, destaca. O informe pondera que para definição de alvos prospectivos, serão necessários estudos mais aprofundados em áreas favoráveis.
As pesquisas foram realizadas em áreas da Bacia do Paraná no estado do Rio Grande do Sul, com foco nas Formações Serra Alta e Teresina do Grupo Passa Dois. Essas unidades foram escolhidas por apresentarem características semelhantes à Formação Corumbataí, no estado de São Paulo, que já abastece polos cerâmicos paulistas consolidados
A publicação foi organizada pelos pesquisadores do SGB Bruno Ludovico Dihl Horn e Carla Klein.
Larissa Souza
Núcleo de Comunicação
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