SGB divulga resultados do primeiro levantamento aerogeofísico retomado no país após mais de uma década

20/05/2026 às 19h38
 | Atualizado em: 20/05/2026 às 20h29
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Dados apresentados no Simexmin revelam avanços tecnológicos e ampliam o conhecimento sobre o potencial mineral do país

Foto: Igo Estrela/SGB


Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentou, nesta quarta-feira (20/05), durante o 12º Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin), os resultados do primeiro levantamento aerogeofísico retomados no país após mais de dez anos. Os novos dados fazem parte do Projeto Aerogeofísico Sudeste do Tocantins e marcam uma nova etapa na aquisição de dados geofísicos sistemáticos e de alta resolução no Brasil. 

Os dados gerados pelo projeto já estão disponíveis no Repositório Institucional de Geociências (RIGeo) e no GeoSGB.

O levantamento cobriu uma área de mais de 20 mil km² no sudeste do Tocantins e contou com investimento de cerca de R$ 10 milhões, do Novo PAC. O projeto reúne, de forma integrada, dados de magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria strapdown, combinação inédita nos levantamentos aerogeofísicos realizados no país. 

Os produtos incluem mapas e dados de anomalias geofísicas que permitem ampliar a compreensão sobre a estrutura geológica da região e identificar áreas com potencial para recursos minerais, de modo a orientar investimentos, estimular novas pesquisas e fortalecer o desenvolvimento sustentável da mineração no país. Além disso, contribuem para estudos relacionados à segurança hídrica e ao planejamento territorial.

“Esse é um marco e representa o compromisso do governo brasileiro com o investimento em pesquisa de ponta para atender ao setor mineral, por meio do Novo PAC. A geofísica é uma ferramenta da exploração que traz resultados imediatos para o investidor, possibilitando identificar alvos geológicos para que sejam feitos investimentos na busca de depósitos minerais”, explicou o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira.

Os municípios do sudeste do Tocantins que receberam os voos foram: Almas, Arraias, Aurora do Tocantins, Chapada da Natividade, Combinado, Conceição do Tocantins, Dianópolis, Lavandeira, Natividade, Novo Alegre, Novo Jardim, Paranã, Pindorama do Tocantins, Ponte Alta do Bom Jesus, Ponte Alta do Tocantins, Porto Alegre do Tocantins, São Valério, Silvanópolis, Taguatinga e Taipas do Tocantins. 

Durante a abertura do Simexmin, no domingo (17/05), o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões, destacou que o SGB está comprometido em realizar novas parcerias e investir em tecnologias e pesquisas para a identificação de áreas com potencial mineral. “Ampliaremos os investimentos em técnicas prospectivas, especialmente geofísica e geoquímica, pois são elas, que em última análise, ampliam nossa capacidade de identificar novos alvos e gerar novas descobertas”, disse Simões (Leia mais).


Novos levantamentos aerogeofísicos

O SGB, com recursos do Governo Federal, mostrou o andamento do Levantamento Aerogeofísico Leste de Goiás - Fase I e assinou, nesta quarta-feira (20/05), o contrato para iniciar a Fase II. O novo projeto contemplará uma região que ainda não dispõe de dados aerogeofísicos em alta resolução, abrangendo os municípios de Cidade Ocidental, Cristalina, Ipameri, Luziânia, Orizona, Santo Antônio do Descoberto, Silvânia e Valparaíso de Goiás, totalizando 9,6 mil km².

O trabalho tem caráter técnico-científico e busca ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro. Os dados obtidos contribuem para diversas aplicações, além de apoiar ações de preservação ao ampliar o conhecimento sobre as características do subsolo e da dinâmica natural da região.

Foto: Igo Estrela/SGB

Estudos em profundidade apoiam novas descobertas 

A retomada desses levantamentos é parte do Programa de Exploração Geofísica Profunda do Brasil (DEEP Brazil), iniciativa voltada à ampliação da cobertura geofísica do território nacional. De acordo com o pesquisador Iago Costa, chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica, os depósitos minerais mais evidentes já foram amplamente identificados nas últimas décadas, o que torna essencial o uso de tecnologias mais avançadas para localizar novos alvos. 

“Dados de ultra resolução são fundamentais para detectar alvos mais sutis, permitindo compreender melhor a complexidade geológica. Isso evidencia que o futuro das descobertas minerais no país está diretamente associado à ampliação da variedade, qualidade e resolução dos dados geocientíficos”, destacou Costa.

Os dados gerados pelo Projeto Aerogeofísico Sudeste do Tocantins foram disponibilizados ao setor mineral, à comunidade científica e aos órgãos públicos no Repositório Institucional de Geociências (RIGeo) e na plataforma GeoSGB.

Larissa Souza
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br 

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