SGB atualiza mapeamento e identifica 23 áreas de risco geológico em Farroupilha (RS)

03/02/2026 às 18h07
 | Atualizado em: 03/02/2026 às 18h07
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Estudo aponta crescimento das áreas de risco em relação a 2015, influenciado por eventos extremos de chuva e mudanças metodológicas

 

Foto: Divulgação SGB


Farroupilha (RS) – A atualização do mapeamento de áreas de risco geológico realizada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou 23 áreas classificadas como de risco alto e muito alto no município de Farroupilha (RS), na Serra Gaúcha. Nesses locais, vivem mais de 600 pessoas, distribuídas em cerca de 160 domicílios. O relatório completo está disponível aqui


Os levantamentos de campo ocorreram no primeiro semestre do ano passado e apontam a presença de processos associados a inundações, enxurradas, erosão, deslizamentos e queda de blocos. Segundo o estudo, os bairros e localidades com áreas de risco incluem Santa Rita, Nova Vicenza, Industrial, 1º de Maio, Ipanema, Alvorada, Nova Milano, Linha 7 de Setembro, Linha Muller, Caravaggio e São Miguel, entre outros trechos urbanos e rodoviários do município. 
Do total de áreas mapeadas, 12 foram classificadas como de alto risco e 11 como de risco muito alto, indicando elevada probabilidade de danos materiais e ameaças à integridade física da população, especialmente durante períodos de chuvas intensas e prolongadas. 

Aumento das áreas de risco

O número representa um aumento significativo em relação ao último levantamento, realizado em 2015. De acordo com o SGB, o crescimento das áreas de risco está relacionado ao intervalo de dez anos entre os dois trabalhos, à atualização da metodologia utilizada no mapeamento e, principalmente, às chuvas intensas registradas no estado do Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024, considerado o mais severo já documentado no estado.


Situada em uma região de relevo acidentado, com morros, vales encaixados e encostas íngremes, Farroupilha apresenta características naturais que, combinadas à ocupação urbana e à ausência de sistemas adequados de drenagem e contenção em alguns pontos, ampliam sua vulnerabilidade a desastres geológicos. Solos rasos, argilosos e coluviais, além de rochas intensamente alteradas, contribuem para a ocorrência de movimentos de massa.


O mapeamento integra a estratégia nacional de prevenção de desastres geológicos e tem como objetivo subsidiar o poder público municipal na adoção de medidas preventivas, como o ordenamento do uso do solo, melhorias nos sistemas de drenagem, monitoramento contínuo de áreas críticas e instalação de sistemas de alerta.

O relatório técnico também destaca a importância da atualização periódica dos estudos, considerando a dinâmica do crescimento urbano e a intensificação de eventos climáticos extremos. O material completo está disponível no Repositório Institucional de Geociências do SGB (Rigeo). O município de Farroupilha (RS) também foi contemplado com a Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundações

Áreas de risco no Rio Grande do Sul

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) já realizou mapeamentos de áreas de risco em 135 municípios do Rio Grande do Sul. Esses levantamentos identificaram cerca de mais de 730 mil pessoas em áreas de risco, classificadas como alto e muito alto. 

Os cinco municípios do estado com maior número de áreas de risco mapeadas pelo SGB são: Porto Alegre (145), Caxias do Sul (145), Nova Petrópolis (68), Gramado (68) e Veranópolis (68). 

As publicações fazem parte do planejamento anual do SGB, incluído no Plano Plurianual 2024-2027 do governo federal. Já foram publicadas Cartografias de Áreas de Risco para mais de 1,8 mil municípios. Nessas cidades, vivem mais de 92 milhões de pessoas, que podem ser beneficiadas pelos estudos. Para conferir todas as cidades atendidas, basta clicar aqui.

Tariana Fernandes
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br 


 

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