SGB apresenta experiência brasileira em monitoramento hidrológico na 13ª Cúpula Mundial de Bacias
SGB apresenta experiência brasileira em monitoramento hidrológico na 13ª Cúpula Mundial de Bacias
A chefe do Departamento de Hidrologia, Andrea Germano, representou a instituição no evento e apresentou painel internacional sobre modernização dos sistemas de monitoramento dos recursos hídricos
Rio de Janeiro (RJ) - O Serviço Geológico do Brasil (SGB) participou da 13ª Cúpula Mundial de Bacias da Rede Internacional de Organismos de Bacias (RIOB), realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ). Representando a instituição, a chefe do Departamento de Hidrologia (DEHID/SGB), Andrea Germano, participou da Sessão 1 - “Dos dados à ação: modernizando o monitoramento dos recursos hídricos para uma gestão resiliente das bacias hidrográficas”, na tarde dessa quarta-feira (17/06).
Durante apresentação da palestra Monitoramento Hidrológico no Brasil: Cooperação, Ciência e Aplicação, Andrea abordou o papel estratégico do SGB na operação da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN). A RHN possibilita a geração de dados essenciais para o acompanhamento de eventos hidrológicos críticos, avaliação da disponibilidade hídrica, estudos de mudanças e tendências climáticas, qualidade da água e regulação dos recursos hídricos.
A pesquisadora também destacou os desafios da modernização do monitoramento frente à crescente variabilidade do ciclo hidrológico associada às mudanças climáticas. Nesse contexto, ela ressaltou a importância da integração entre as redes convencionais de monitoramento, responsáveis por séries históricas fundamentais para a compreensão dos processos hidrológicos, e novas tecnologias, como sensoriamento remoto, imagens de satélite, plataformas digitais e modelos de análise de dados: “Apresentamos no painel a trajetória do SGB no monitoramento hidrológico e hidrogeológico, mostrando como esse trabalho evoluiu dos métodos convencionais para incorporar tecnologias como inteligência artificial e dados de satélite, sem abrir mão das redes convencionais, fundamentais para garantir dados confiáveis para a tomada de decisão ”, explicou.
Para Andrea Germano, a participação do SGB no evento reforça a importância da cooperação técnica e do intercâmbio internacional para o aprimoramento da gestão das águas: “A participação na Cúpula também abriu novas possibilidades de parceria, com o interesse de diversos comitês de bacia em fortalecer a atuação conjunta com o SGB, a ANA e os órgãos estaduais nos próximos anos. É uma importante oportunidade de intercâmbio técnico e institucional com organismos de bacias hidrográficas de diversos países, contribuindo para o fortalecimento das ações relacionadas ao monitoramento hidrológico e hidrogeológico e ao apoio à gestão dos recursos hídricos”, destacou.
Realizada entre os dias 16 e 19 de junho, a 13ª Cúpula Mundial de Bacias é um dos principais fóruns internacionais dedicados à gestão dos recursos hídricos, reunindo representantes de organismos de bacias, governos, instituições técnicas, organizações internacionais e especialistas de diversos países para debater soluções relacionadas à segurança hídrica, à governança das águas e à cooperação internacional.
O Brasil na RIOB
A edição de 2026 marca o fortalecimento do protagonismo brasileiro na agenda internacional das águas. O Brasil assumirá a liderança da RIOB no período de 2026 a 2028, com a presidência exercida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), ministro Waldez Góes, que esteve presente no evento na manhã de quarta-feira (17/06), e a presidência executiva pela diretora-presidente interina da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Larissa Rêgo.
Tariana Fernandes
Assessoria de Comunicação
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