Rio São Francisco: nível está em processo de subida e acima da cota de inundação em Januária (MG)
Rio São Francisco: nível está em processo de subida e acima da cota de inundação em Januária (MG)
Dados são apresentados em Boletim de Alerta Hidrológico do Serviço Geológico do Brasil
Brasília (DF) – O nível do rio São Francisco continua em processo de subida nas estações monitoradas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), devido às chuvas na região. De acordo com Boletim de Alerta Hidrológico, divulgado às 11h desta terça-feira (17/03), no município de Januária (MG), a cota observada é de 6,13 m – acima da cota de inundação, que é de 5,80 m. As projeções indicam que o rio deve chegar à marca de 6,35 m até a manhã de quarta-feira (18/03).
Nas estações de Carinhanha (BA) e Bom Jesus da Lapa (BA), o nível está acima da cota de alerta com tendência de continuar subindo nas próximas horas. Já nos municípios de São Francisco (MG) e Barra (BA), os níveis estão próximos às cotas de alerta.
Confira as cotas e projeções apresentadas no último Boletim de Alerta Hidrológico do SAH São Francisco, divulgado às 11h:
- São Francisco (MG): a cota é de 6,28 m – próximo à cota de alerta (6,40 m);
- Januária (MG): a cota é de 6,13 m – acima da cota de inundação (5,80) m e com tendência de atingir 6,35 m até a manhã de quarta-feira (18/03);
- Carinhanha (BA): o rio está na marca de 4,63 m – acima da cota de alerta (4,40 m), com tendência de subir até atingir 4,75 m até o início da manhã de quarta-feira (18/03);
- Bom Jesus da Lapa (BA): o rio marca 6,20 m – acima da cota de alerta (5,25 m) e pode atingir 6,30 m até a tarde de quarta-feira (17/03) e ficará acima da cota de inundação (6,25 m).
- Barra (BA): a cota é de 5,48 m - próximo à cota de alerta (5,60 m)
Monitoramento intensificado período de chuvas
Com a chegada do período chuvoso, o SGB iniciou em novembro a operação especial de 2025 do Sistema de Alerta Hidrológico das bacias dos rios Doce, São Francisco, das Velhas, Muriaé e Pomba. A ação tem como objetivo monitorar o comportamento dos rios e emitir previsões sobre a elevação dos níveis de água, contribuindo para a prevenção e redução dos impactos de cheias e inundações.
São emitidos boletins semanais de monitoramento. A frequência de envio dos boletins é aumentada caso sejam previstas inundações nos locais monitorados, por meio da publicação de boletins de alerta.
O monitoramento dos rios é feito a partir de estações telemétricas e convencionais, que fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O SGB opera cerca de 80% das estações. A RHN é a base do conhecimento hidrológico, gerando informações para os sistemas de prevenção de desastres, dimensionamento de estruturas de aproveitamento de recursos hídricos, a gestão dos recursos hídricos e pesquisas. As informações estão disponíveis na plataforma SACE.
Larissa Souza
Núcleo de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
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