Novo mapa do SGB contribui para o crescimento urbano seguro do município de Chapada dos Guimarães (MT)
Novo mapa do SGB contribui para o crescimento urbano seguro do município de Chapada dos Guimarães (MT)
Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa indica os processos geológicos que podem ocorrer na região, servindo de base para o planejamento e ocupação do solo
Chapada dos Guimarães (MT) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) publicou um novo mapa que apoia o crescimento urbano seguro de Chapada dos Guimarães (MT). A Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa do município reúne informações sobre os processos geológicos que podem ocorrer no território. Esses dados são essenciais para antecipar situações de risco, reduzir possíveis danos à população e orientar o planejamento e a ocupação do solo.
De acordo com o pesquisador do SGB Rodrigo Luiz Gallo Fernandes, a Chapada dos Guimarães apresenta elevada fragilidade natural: “Principalmente devido ao relevo acidentado, às encostas íngremes e à presença de escarpas rochosas. As áreas mais suscetíveis concentram-se nas bordas da chapada, encostas e fundos de vale”, explica.
Os principais riscos são processos erosivos, como ravinas e voçorocas, movimentos de massa, incluindo escorregamentos, e queda de blocos rochosos, especialmente em paredões e áreas próximas a encostas. Em áreas mais baixas, próximas a rios e córregos, há suscetibilidade a inundações e alagamentos durante períodos de chuva intensa. “Em alguns setores, esses processos podem ocorrer de forma combinada, aumentando o risco ambiental e geotécnico”, alerta Fernandes.
“O conhecimento da carta de suscetibilidade traz benefícios diretos à população, pois permite aumentar a segurança das pessoas, reduzir prejuízos materiais e melhorar a qualidade de vida”, ressalta o pesquisador. O município tem cerca de 19 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Parque Nacional da Chapada dos Guimarães
A Carta de Suscetibilidade também é importante para o turismo da região, que recebe um grande número de visitantes atraídos por cachoeiras, trilhas, mirantes e escarpas. “O mapeamento das áreas suscetíveis permite planejar melhor trilhas, acessos, mirantes e áreas de visitação, além de apoiar ações de sinalização, monitoramento e restrição de uso em locais com maior risco, garantindo mais segurança aos turistas e aos trabalhadores do setor”, ressalta Fernandes.
O documento completo está disponível no Repositório Institucional de Geociências (RIGeo) e pode ser acessado aqui.
Larissa Souza
Núcleo de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br
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