Níveis dos rios da Amazônia seguem dentro do esperado para esta época do ano
Níveis dos rios da Amazônia seguem dentro do esperado para esta época do ano
Informações sobre o cenário na bacia são apresentadas no 37º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB)
Manaus (AM) – O processo de descida dos rios (vazante) segue em grande parte da Região Amazônica, como é esperado neste período de seca. Embora as chuvas estejam ocorrendo em menor quantidade em algumas áreas, a maior parte dos pontos de monitoramento mantém níveis dentro do esperado para a época. A exceção é a bacia do rio Branco, em Roraima, onde os níveis estão abaixo da média e das mínimas históricas registradas para este período.
Em Manaus, o rio Negro registrou cota de 21,76 metros (m) nesta terça-feira (15/9), mantendo descida gradual. Em São Gabriel da Cachoeira, o nível chegou a 7,80 m, enquanto em Barcelos foi de 4,38 m.
Na bacia do rio Solimões, a descida segue o comportamento esperado para o período de seca. Na estação de Tabatinga (AM), o nível registrado foi de 2,38 m, enquanto em Manacapuru (AM) ficou em 12,52 m e em Itapéua (Coari-AM) chegou a 9,15 m.
Na bacia do rio Purus, a estação de Beruri (AM) registrou a cota de 13,25 m. No rio Acre, na estação de Rio Branco (AC), o nível observado foi de 2,25 m.
O rio Madeira também segue em processo de vazante. No entanto, na estação de Porto Velho (RO), o nível ficou em 3,41 m, com uma ligeira recuperação diária. Em Humaitá (AM), o registro foi de 11,13 m.
No rio Amazonas, o nível segue baixando dentro do comportamento esperado para a época. Foram registrados 8,06 m em Itacoatiara (AM); 3,64 m em Parintins (AM); 3,85 m em Óbidos (PA) e 3,51 m em Almeirim (PA).
Na bacia do rio Tapajós, os níveis também se mantêm dentro do esperado para o período. Em Santarém (PA), a cota foi de 3,84 m e, em Itaituba (PA), de 3,44 m.
Situação do rio Branco em Roraima
Na bacia do rio Branco, os níveis estão abaixo da média e das mínimas históricas registradas para esta época do ano, reflexo das chuvas abaixo da média nos meses de julho e agosto. Em Boa Vista (RR), o rio baixou para 0,93 metro, enquanto, em Caracaraí, a cota registrada foi de 1,47 metro.
O cenário atual difere dos anos de 2023 e 2024, apresentando um comportamento mais diversificado, ou seja, ao contrário das secas anteriores, que afetaram quase todos os rios ao mesmo tempo, este ano a situação muda de região para região: a maior parte dos rios segue o ritmo normal para a época, enquanto locais como o rio Branco enfrentam uma seca maior. Contudo, técnicos alertam que, se não chover o esperado entre setembro e novembro, a vazante poderá se prolongar nas calhas do Amazonas, Solimões, Negro e Tapajós.
Neste boletim, o SGB apresentou uma previsão de longo prazo (até dezembro) para toda a Amazônia, elaborada a partir de modelos dos principais centros meteorológicos mundiais. O documento reforça que provavelmente a bacia do Rio Branco será a mais impactada pela escassez de chuvas e, consequentemente, pela redução no nível dos rios.
Os dados hidrológicos são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), de responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), operada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) e demais parceiros. As previsões apresentadas são baseadas em modelos hidrológicos e estão sujeitas às incertezas inerentes a eles. Dados em tempo real e mapas de risco estão disponíveis no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE) em www.sgb.gov.br/sace/amazonas.
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
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