MG: Serviço Geológico do Brasil divulga mapeamento de áreas de risco nos municípios de Pará de Minas, Monte Sião, Ouro Fino e Uberaba

15/05/2026 às 18h13
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Os relatórios fornecem embasamento técnico para que os municípios planejem o crescimento urbano com mais segurança 

 

Brasília (DF) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) entregou os resultados do mapeamento de áreas de risco para as prefeituras mineiras de Pará de Minas, Monte Sião, Ouro Fino e Uberaba. Os documentos, disponíveis no  Repositório Institucional de Geociências, detalham setores onde a população está exposta a processos geo-hidrológicos, como deslizamentos de terra e inundações, além de propor soluções para prevenir desastres  fundamentadas na identificação, prevenção e mitigação. 

Estes estudos são ferramentas essenciais para que o poder público oriente o aporte de recursos para a implementação de intervenções como estruturas de contenção de encostas, drenagem, saneamento básico, além de fornecer suporte técnico às políticas públicas habitacionais de interesse social.

Município Áreas de risco identificadas População em exposição (Estimada)

Pará de Minas

23 976

Monte Sião

7 448
Ouro Fino 4 144
Uberaba 8 236

A iniciativa segue o planejamento anual do SGB, alinhado ao Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 do Governo Federal. O objetivo é expandir o mapeamento a todo o país, ajudando as prefeituras a tornarem suas cidades mais seguras contra as ameaças hidrometeorológicas e geológicas. Ao longo do período, novas municipalidades em todo o território nacional serão atendidas. 

 

Pará de Minas (MG)

Foto: Arquivo SGB

 

Em Pará de Minas (MG), o diagnóstico realizado em novembro identificou 23 setores de risco alto. “A análise técnica realizada revela um cenário de vulnerabilidade multicausal, onde a interação entre a dinâmica geológica e processos hidrológicos severos  definem o mapa de riscos atual”, explicam no relatório os pesquisadores  Rafael Rolim de Souza e Guilherme Marques e Souza, autores do estudo.

De acordo com os dados do SGB, mais de 900 pessoas residem nos locais mapeados: Alameda Caviúnas, Nossa Senhora de Fátima, Vila Maria, Senador Valadares, Serra Verde, Dom Bosco, Vila Raquel, Centro, São Paulo, Padre Libério, São Geraldo, São Cristóvão, Matinha, Vila Ferreira e Barracão. Há também áreas de risco no Distrito de Torneiros e nas estradas para a Serra dos Cristais e de acesso ao Distrito Carioca. Há destaque para a criticidade na Vila Raquel e na Avenida Presidente Vargas, onde o risco de inundação impacta diretamente 336 moradores.

O relatório completo está disponível aqui

Monte Sião (MG)

Foto: ArquivoSGB


No município de Monte Sião (MG), o mapeamento revelou sete áreas de risco geológico (seis de grau alto e uma de grau muito alto), abrangendo movimentos gravitacionais de massa, como deslizamentos e queda de blocos, além de inundações. São mais de 400 pessoas residindo em áreas de risco.

Em comparação ao levantamento realizado em 2016, os resultados atuais mostram que houve aumento no número de áreas de risco, o que se deve à atualização da metodologia utilizada. Na época, foram identificados quatro setores classificados como de risco alto e um de risco muito alto. “A identificação desses novos setores reforça o caráter dinâmico do risco geológico no município e demonstra que a expansão urbana sobre terrenos instáveis permanece como o principal vetor de geração de novas áreas críticas”, indicam no relatório as pesquisadoras Carla Moraes e Maria Cecília Silveira. 

As áreas de risco mapeadas estão nos seguintes locais Avenida Universo (bairro Parco del Sole), Rua Padre Reinaldo (Vila São Francisco), Rua Usina Velha (bairro Virtuosa), Rua José Mathias (entre os bairros Jardim Mathias e Vale Verde), Rua Peru (Jardim América) e Rua João de Lima Cardoso.

Confira o relatório completo

Ouro Fino (MG)

Foto: Arquivo SGB


Em Ouro Fino (MG), os estudos identificaram quatro áreas de risco, sendo três classificadas como risco alto e uma como muito alto, predominantemente associadas a deslizamentos. São mais de 140 pessoas vivendo em áreas de risco. Houve redução na população exposta desde 2015, reflexo da evolução dos critérios metodológicos e de um ciclo hidrológico menos agressivo no último quinquênio. 

As pesquisadoras reforçam que o risco geológico é dinâmico, exigindo monitoramento contínuo em locais com histórico de ocorrências. “O acompanhamento permanente é fundamental para a redução do risco geológico”, ressaltam as pesquisadoras Carla Cristina Magalhães de Moraes e Maria Cecília Silveira.
As áreas de risco mapeadas estão nos seguintes locais: Rua Firmino Junqueira, no Jardim Independência;  Rua Humaitá, no Bairro da Várzea; Rua Toni e Rua Manoel Jesuíno de Carvalho.

Confira o relatório completo.

Uberaba (MG)

Foto: Arquivo SGB


Em Uberaba (MG), o levantamento concluído em março de 2026 catalogou oito áreas de risco, sendo sete classificadas como de risco alto e uma como de risco muito alto, com predominância de eventos associados a enxurradas, inundações e erosão de margens. Mais de 230 pessoas vivem nas áreas de risco. Nas áreas rurais e turísticas, não foram identificados riscos relevantes para moradias.

As áreas mapeadas estão nos seguintes locais: Rua Vicente de Paulo Cardoso (Jardim Uberaba), Rua Vigário Silva (Bom Retiro), Ruas Topázio e Rubéns Félix e Rua Turmalina (bairro Lourdes), Rua Arapongas (Parque Gameleiras), Rua das Violetas (bairro Esperança), Gameleira III e Avenida Cristo Rei (Parque das Américas).

Confira o relatório completo.

O município dispõe da  Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e de Inundação, instrumento técnico de alta precisão para o ordenamento territorial. 

Panorama Estadual

Consolidando os dados estaduais, o SGB já mapeou 220 municípios em Minas Gerais, totalizando cerca de 3,5 mil setores de risco alto e muito alto, que abrigam aproximadamente 583 mil pessoas.

Entre as cidades mapeadas, apresentam o maior número de áreas de risco as cidades: Ouro Preto (com 313  áreas de risco identificadas), Betim (com 180  áreas de risco identificadas) e Ibirité (com 110  áreas de risco identificadas).
Para democratizar o acesso a esses dados e fomentar a ciência cidadã, o SGB disponibiliza o aplicativo Prevenção SGB, onde usuários podem consultar áreas mapeadas e reportar ocorrências em tempo real. 

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Larissa Souza e Margarida Regueira
Assessoria de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br

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