Estudo do SGB identifica três áreas de alto risco a inundação e mais de 1,2 mil pessoas expostas em Tobias Barreto (SE)

12/02/2026 às 14h02
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Mapeamento aponta a ocupação de planícies fluviais e a carência de drenagem como agravantes da vulnerabilidade do município

 

Foto: DIvulgação/SGB.


Tobias Barreto (SE) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) publicou, em janeiro, os resultados do mapeamento de áreas de risco geológico no município de Tobias Barreto (SE), no estado de Sergipe. O estudo identificou três setores classificados como de risco alto associados a processos de inundação, onde vivem aproximadamente 1,2 mil pessoas em cerca de 312 domicílios.

Os levantamentos de campo foram realizados entre setembro e outubro do ano passado. Durante as vistorias, a equipe técnica avaliou aspectos do relevo, da drenagem natural, do histórico de enchentes e do padrão de ocupação urbana. Todas as áreas mapeadas estão localizadas na sede municipal, instalada sobre a planície de inundação formada pelo encontro dos rios Real e Jabiberi.

De acordo com o relatório, a configuração geomorfológica da região favorece o acúmulo rápido de água durante chuvas intensas e, quando somada à ocupação urbana de áreas naturalmente alagáveis e à deficiência de infraestrutura hidráulica, essa condição aumenta a probabilidade de cheias e prejuízos à população.

 

Foto: DIvulgação/SGB.


O estudo também aponta problemas como ausência ou insuficiência de sistemas de drenagem, construções sem acompanhamento técnico adequado e descarte irregular de lixo e entulho próximo às margens do rio Real, fatores que podem obstruir o escoamento da água e agravar as cheias.

Os maiores riscos de inundação foram identificados na região central da cidade. Segundo o SGB, esses locais já registraram episódios recentes de inundação, com danos materiais e necessidade de apoio emergencial.

 

Prevenção e planejamento

Entre as recomendações, estão o controle da expansão urbana em áreas sujeitas a inundações, a revisão dos critérios para novas construções, melhorias na drenagem das águas das chuvas, fiscalização do uso do solo e ações de educação ambiental para a população, além de monitoramento contínuo das áreas críticas.

O mapeamento integra a estratégia nacional de prevenção de desastres geológicos do SGB e tem como objetivo subsidiar a gestão municipal na adoção de políticas públicas voltadas à proteção da população e à redução de danos socioeconômicos.

O relatório técnico completo pode ser consultado no Repositório Institucional de Geociências do SGB (Rigeo).
 

 

Tariana Fernandes
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br

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