Estudo do Serviço Geológico do Brasil aponta Bahia como estado estratégico para terras raras 

09/01/2026 às 12h49
 | Atualizado em: 09/01/2026 às 13h15
Ouvir Notícia

Informe de Recursos Minerais reúne dados geológicos que orientam políticas públicas, investimentos e pesquisas sobre minerais essenciais à transição energética


Brasília (DF) –  Um novo estudo do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indica que a Bahia reúne as condições geológicas favoráveis para ocorrência de terras raras, elementos considerados estratégicos para setores como energias renováveis, mobilidade elétrica, tecnologia e defesa. O levantamento foi apresentado no Informe de Recursos Minerais -  Terras Raras no Estado da Bahia: Síntese dos Principais Prospectos. 

O Informe de Recursos Minerais contribui para orientar o desenvolvimento do setor mineral ao oferecer informações técnicas que podem apoiar decisões de planejamento, licenciamento, pesquisa e investimento.

Na publicação, o SGB apresenta informações sobre diferentes contextos geológicos presentes no estado, evidenciando a ocorrência de terras raras em unidades como Complexo Jequié, o Complexo Lagoa Real e a Faixa Araçuaí, além de áreas na borda leste do Cráton do São Francisco. Em Lagoa Real, por exemplo, os dados levantados indicam potencial para terras raras como subprodutos de depósitos de urânio, ampliando as possibilidades de aproveitamento mineral.

Já na Faixa Araçuaí e em terrenos associados ao Cráton do São Francisco, as ocorrências estão relacionadas a granitos alcalinos e pegmatitos, ambientes favoráveis à formação de depósitos do tipo argila iônica, um modelo de interesse crescente no cenário internacional.

“O informe mostra que as ocorrências de terras raras na Bahia estão associadas a diferentes contextos e idades geológicas. As informações que apresentamos são importantes e podem ser usadas para identificação e/ou delimitação de áreas mais promissoras para formação de depósito de ETR”, explica a pesquisadora do SGB Lucy Takehara Chemale, coordenadora do projeto Avaliação do Potencial de Terras Raras no Brasil.

Em um cenário global marcado pela concentração da produção de terras raras na China e por riscos geopolíticos que afetam o acesso a esses recursos, a diversificação de áreas prospectivas no Brasil ganha relevância, indica o SGB na publicação. A diversidade de ambientes mineralizadores na Bahia reforça o papel do estado como polo emergente para exploração de terras raras. 

Dados do Sistema de Informações Geográficas da Mineração (SIGMINE), da Agência Nacional de Mineração (ANM), indicam que a Bahia concentra cerca de 38% das áreas requeridas para terras raras no Brasil. Esse número, segundo o estudo, reflete a diversidade de ambientes geológicos com potencial mineral, embora não seja possível afirmar, neste momento, que o estado detenha o maior potencial produtivo do país, já que a maioria dos projetos ainda se encontra em fases iniciais de pesquisa.

É importante destacar que a identificação de áreas com potencial para terras raras não significa, por si só, a existência de reservas economicamente viáveis ou a implantação imediata de empreendimentos minerários.


Larissa Souza
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br

Outras Notícias

PDAC 2026: Diretor do SGB reforça papel estratégico dos dados públicos na competitividade mineral do Brasil

Valdir Silveira participou, na terça-feira (3/03), de painel do Brazilian Mining Day e destacou as ações realizadas pelo Serviço Geológico do Brasil

04/03/2026

Monitoramento do SGB indica que o nível do rio São Francisco começa a descer em estações de Minas Gerais

Nas estações de Manga (MG), Carinhanha (BA) e Bom Jesus da Lapa (BA) o nível ainda deve subir nas próximas horas.

04/03/2026

Diagnóstico sobre áreas de risco de Santa Cruz do Sul contribui para fortalecer prevenção de desastres

Resultados fazem parte do Plano Municipal de Redução de Riscos apresentado, nesta quarta-feira (4/03), pelo Serviço Geológico do Brasil e a Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, durante audiência pública 

04/03/2026