Entrevista: primeiros seis meses de gestão reforçam agenda estratégica do Serviço Geológico do Brasil
Entrevista: primeiros seis meses de gestão reforçam agenda estratégica do Serviço Geológico do Brasil
O diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões, faz um balanço dos resultados alcançados no período e apresenta as perspectivas para os próximos anos
Brasília (DF) – Os primeiros seis meses da atual gestão do Serviço Geológico do Brasil (SGB) foram marcados pelo fortalecimento institucional, pela integração das áreas técnicas e pelo avanço de projetos estratégicos voltados à ampliação do conhecimento geocientífico do país. As ações priorizaram o alinhamento da atuação da empresa às demandas nacionais relacionadas à transição energética, à segurança hídrica, à prevenção de desastres e ao desenvolvimento sustentável.
Nesta entrevista com o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões, são apresentados os principais resultados do período. A conversa também aborda as perspectivas para os próximos anos, com foco na ampliação da produção de conhecimento geocientífico e no fortalecimento do papel do SGB.
Leia a entrevista:
1. Ao assumir a presidência do SGB, uma das principais prioridades definidas para os primeiros meses de gestão foi o compromisso com o fortalecimento institucional. Que avanços foram alcançados para fortalecer a atuação do SGB junto à sociedade e aos órgãos públicos?
Nos primeiros seis meses de gestão, trabalhamos para reposicionar o Serviço Geológico do Brasil como uma instituição estratégica para o desenvolvimento nacional. Nosso principal objetivo foi promover a integração interna da empresa, fortalecer a atuação das áreas finalísticas e alinhar as ações institucionais às prioridades do Governo Federal, especialmente à agenda liderada pelo presidente Lula voltada à valorização da ciência, da soberania nacional, da transição energética e do desenvolvimento sustentável.
Nesse contexto, os projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) passaram a atuar como um verdadeiro eixo integrador da gestão, conectando áreas técnicas, administrativas e de pesquisa em torno de objetivos comuns.
Também avançamos significativamente na retomada dos levantamentos aerogeofísicos no Brasil, uma atividade que estava paralisada há mais de uma década, além de fortalecer parcerias com estados para ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro. Estamos construindo as bases para um novo ciclo de geração de dados geocientíficos capazes de impulsionar investimentos, ampliar a descoberta de minerais estratégicos e fortalecer a soberania nacional sobre seus recursos naturais.
Paralelamente, fortalecemos a atuação da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial (DHT), responsável por ações essenciais para a sociedade brasileira. A DHT desempenha papel estratégico no monitoramento hidrológico de rios e bacias hidrográficas, na gestão dos recursos hídricos, nos estudos sobre águas subterrâneas e no apoio técnico aos municípios em áreas de risco geológico. Trata-se de uma atuação que protege vidas, fortalece a defesa civil e contribui diretamente para o planejamento territorial do país.
Todo esse processo tem contado com o apoio permanente da Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, sob a liderança da secretária Ana Paula Bittencourt, e do ministro Alexandre Silveira, parceiros fundamentais na construção de uma agenda de fortalecimento institucional do SGB e de ampliação do papel das geociências no desenvolvimento nacional.
2. Quais conquistas ou entregas o senhor destacaria como mais relevantes neste período?
Destaco, em primeiro lugar, a construção de uma visão estratégica de longo prazo para a empresa. Estamos estruturando aquilo que pode se tornar a maior revolução do conhecimento geológico e mineral da história recente do Brasil.
Nosso objetivo é acelerar significativamente a produção de conhecimento geocientífico nos próximos quatro anos, reduzindo incertezas, atraindo investimentos e ampliando a capacidade do Estado brasileiro de planejar o uso sustentável de seus recursos naturais. O Brasil possui vastas áreas com potencial mineral ainda insuficientemente conhecidas e entendemos que esse conhecimento será decisivo para o futuro econômico e tecnológico do país.
Também merecem destaque a retomada dos levantamentos aerogeofísicos, o fortalecimento das parcerias com estados, a expansão dos projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e o início das obras de revitalização e modernização do complexo científico da Urca, no Rio de Janeiro.
Após anos de espera, iniciamos uma transformação histórica na infraestrutura científica do SGB. As obras em andamento permitirão modernizar laboratórios, ampliar a capacidade de pesquisa e fortalecer o papel do complexo da Urca como um dos principais centros geocientíficos da América Latina.
Na área hídrica, merece destaque o trabalho desenvolvido pela Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial, responsável pela manutenção e ampliação das redes de monitoramento que acompanham rios, bacias hidrográficas e aquíferos em todo o território nacional. Essas informações são fundamentais para a gestão dos recursos hídricos, para a prevenção de eventos extremos e para o planejamento de políticas públicas.
Também reforçamos o apoio técnico aos municípios em áreas suscetíveis a movimentos de massa, erosões e outros processos geológicos de risco, contribuindo para a proteção das populações e para o fortalecimento das ações de prevenção de desastres.
3. Como a gestão tem trabalhado para valorizar os colaboradores e fortalecer o ambiente institucional?
Nossa gestão parte do princípio de que as pessoas são o principal patrimônio da instituição. Por isso, desde o primeiro dia buscamos construir um ambiente baseado no diálogo, na cooperação, no respeito e na valorização da competência técnica dos nossos empregados.
Um dos marcos desses primeiros meses foi a pacificação institucional e a retomada do espírito de integração entre as diferentes áreas da empresa. Trabalhamos para aproximar unidades regionais, centros de pesquisa e administração central, criando um ambiente mais colaborativo e orientado para resultados.
Também instituímos reuniões ordinárias mensais com superintendentes, chefes de núcleos e chefes de residências, criando um espaço permanente de diálogo, alinhamento estratégico e compartilhamento de experiências. Essa iniciativa tem fortalecido a governança institucional e ampliado a participação das lideranças regionais na construção das decisões da empresa.
4. Como tem sido o diálogo com os colaboradores?
O diálogo tem sido uma das marcas desta gestão. Desde o início buscamos aproximar a Presidência das equipes que executam as atividades finalísticas da empresa em todo o país.
Iniciamos uma agenda de visitas às superintendências regionais, núcleos e residências, permitindo que a alta administração conheça de perto as realidades locais, os desafios enfrentados pelas equipes e as oportunidades de aprimoramento institucional.
Além das visitas presenciais, as reuniões ordinárias mensais com superintendentes e chefias regionais estabeleceram um novo modelo de governança interna, fortalecendo a comunicação institucional e garantindo maior alinhamento entre as diferentes unidades do SGB.
A Diretoria de Administração e Finanças também tem desempenhado papel fundamental nesse processo, apoiando a modernização administrativa, o aprimoramento dos processos internos e a busca permanente por melhores condições de trabalho para os empregados.
5. Houve alguma iniciativa ou projeto que superou as expectativas iniciais? Qual?
Sem dúvida, os projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação superaram nossas expectativas.
Além dos resultados técnicos alcançados, eles demonstraram enorme capacidade de integrar áreas distintas da empresa em torno de objetivos estratégicos comuns. Os projetos de PD&I passaram a funcionar como uma plataforma institucional de cooperação, fortalecendo a inovação, a pesquisa aplicada e a geração de conhecimento.
Outro resultado extremamente positivo foi a homologação do concurso público do SGB. Trata-se de uma conquista estratégica que permitirá reforçar nosso quadro de empregados, incorporar novos talentos e preparar a empresa para os desafios das próximas décadas.
A combinação entre renovação do quadro técnico, fortalecimento dos projetos de PD&I e ampliação das parcerias institucionais cria uma base sólida para o crescimento sustentável da organização.
6. Como a inovação e a transformação digital têm contribuído para modernizar a instituição?
A inovação tem sido um dos pilares da gestão. Estamos promovendo a modernização de processos, fortalecendo a governança de dados, ampliando a digitalização das atividades administrativas e incentivando o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas às atividades finalísticas do SGB.
Os projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação têm desempenhado papel central nesse processo, permitindo incorporar novas metodologias, tecnologias e ferramentas digitais às áreas de geologia, recursos minerais, hidrologia e gestão territorial.
Nosso objetivo é transformar conhecimento geocientífico em inteligência estratégica para apoiar políticas públicas, investimentos e o desenvolvimento sustentável do país.
7. Quais desafios marcaram esses primeiros seis meses e como a equipe tem atuado para superá-los?
O principal desafio foi alinhar uma instituição de abrangência nacional em torno de uma visão estratégica comum.
Para superar esse desafio, apostamos no diálogo permanente, na valorização das pessoas, na integração institucional e na construção coletiva das soluções. Trabalhamos para fortalecer a cooperação entre as diretorias e consolidar uma cultura organizacional baseada na confiança e na busca por resultados.
Também avançamos no reposicionamento estratégico do SGB dentro das políticas públicas do Governo Federal, ampliando sua capacidade de execução e fortalecendo seu protagonismo nas áreas de geologia, mineração, recursos hídricos, gestão territorial e transição energética.
Todo esse trabalho tem contado com o apoio decisivo do Ministério de Minas e Energia, da Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral e do ministro Alexandre Silveira.
8. Como o senhor avalia o engajamento dos colaboradores na construção dos objetivos estratégicos da instituição?
O engajamento dos colaboradores tem sido um dos aspectos mais inspiradores desta gestão.
Em todas as unidades visitadas encontramos profissionais altamente qualificados, comprometidos com a missão institucional e dispostos a contribuir para o fortalecimento da empresa.
Esse comprometimento pode ser observado tanto nas equipes que atuam na ampliação do conhecimento geológico e mineral do país quanto nos profissionais da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial, que diariamente monitoram rios e bacias hidrográficas, realizam estudos sobre disponibilidade hídrica e prestam apoio técnico a municípios expostos a riscos geológicos.
É essa combinação de conhecimento, dedicação e espírito público que faz do Serviço Geológico do Brasil uma instituição estratégica para o desenvolvimento e para a segurança da sociedade brasileira.
9. Que mensagem o senhor gostaria de deixar aos colaboradores que contribuíram para os resultados alcançados até aqui?
Minha mensagem é de reconhecimento, respeito e gratidão.
Os resultados alcançados nestes primeiros seis meses pertencem a cada empregado que acredita na missão do Serviço Geológico do Brasil e que diariamente coloca seu conhecimento e sua dedicação a serviço do país.
Estamos construindo uma instituição mais integrada, mais moderna, mais inovadora e mais preparada para responder aos desafios do Brasil. Nada disso seria possível sem o compromisso e a competência técnica dos nossos colaboradores.
10. Olhando para os próximos meses, quais são as principais metas e perspectivas da gestão?
Nosso objetivo é consolidar as bases construídas nesses primeiros meses e avançar em uma agenda transformadora para as geociências brasileiras.
Isso inclui a ampliação dos levantamentos geológicos e aerogeofísicos, o fortalecimento das ações de monitoramento hidrológico e gestão dos recursos hídricos, a expansão dos estudos voltados às águas subterrâneas e às bacias hidrográficas, bem como o aprimoramento das atividades de mapeamento de áreas de risco geológico que auxiliam estados e municípios na proteção das populações vulneráveis.
Também pretendemos fortalecer ainda mais os projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, ampliar as parcerias com estados e instituições de pesquisa, incorporar os novos empregados aprovados no concurso público e avançar nas obras estruturantes da Urca, que representam um novo capítulo para a infraestrutura científica do SGB.
Nos próximos quatro anos queremos liderar uma verdadeira revolução do conhecimento geológico, mineral, hídrico e territorial do Brasil, produzindo informações estratégicas capazes de impulsionar investimentos, fortalecer a soberania nacional e contribuir para o desenvolvimento sustentável do país.
11. Em uma frase, como o senhor resumiria os primeiros seis meses desta gestão?
Foram seis meses de diálogo, pacificação institucional, reconstrução de pontes e construção de uma agenda integrada que fortalece o conhecimento geológico, mineral, hídrico e territorial do Brasil, preparando o Serviço Geológico do Brasil para liderar uma nova era das geociências a serviço do desenvolvimento nacional.”
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br
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