Carta de Suscetibilidade de Itapipoca (CE) indica áreas com maior probabilidade de eventos geo-hidrológicos
Carta de Suscetibilidade de Itapipoca (CE) indica áreas com maior probabilidade de eventos geo-hidrológicos
Documento elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) identifica zonas vulneráveis a deslizamentos e inundações, servindo como guia para o ordenamento territorial da “Cidade dos Três Climas”
Brasília (DF) – A publicação da Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundação de Itapipoca, no Ceará, contribuirá para a gestão de riscos e planejamento urbano municipal. Desenvolvido pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) sob as diretrizes da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, o documento estabelece o suporte técnico necessário para a para ajudar nas políticas públicas de expansão urbana, usando informações sobre relevo, geologia e solos.
Diferente de levantamentos que se limitam aos registros de desastres passados, este mapeamento possui caráter preditivo, ou seja, antecipa cenários suscetíveis com base nas análises sobre as formas do terreno, geologia e solos. O estudo oferece diretrizes precisas para que a expansão urbana ocorra em conformidade com a capacidade de suporte do terreno.
Em relação aos movimentos de massa (deslizamentos), o diagnóstico técnico prioriza as áreas de relevo acentuado. Nessas zonas, a estrutura geológica e a elevada declividade elevam a suscetibilidade a processos erosivos e ao acúmulo de sedimentos (colúvios). Por essa razão, tornam-se setores críticos durante os períodos de chuva. O mapa também delimita que as áreas próximas aos rios e os terrenos mais baixos são áreas de alta suscetibilidade a eventos hidrológicos, como inundações graduais e enxurradas de forte impacto.
A integração desses indicadores ao planejamento municipal, fornece à administração pública instrumentos eficazes para o controle do uso e da ocupação do solo. Tais dados viabilizam a interdição preventiva de áreas de risco, o dimensionamento estratégico de obras de macrodrenagem e o refinamento dos sistemas de alerta para comunidades vulneráveis.
O estudo está disponível no Repositório Institucional de Geociências (RIGeo).
Margarida Regueira
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
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