1º Alerta de Cheias do Amazonas 2026: rio deve ficar acima da cota de inundação em Manaus e Manacapuru
1º Alerta de Cheias do Amazonas 2026: rio deve ficar acima da cota de inundação em Manaus e Manacapuru
Projeções divulgadas, nesta terça-feira (31/03), pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) apoiam os municípios em ações para prevenir ou reduzir os impactos de eventos extremos
Manaus (AM) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentou, nesta terça-feira (31), o 1º Alerta de Cheias do Amazonas de 2026, com 75 dias de antecedência para o pico das cheias. De acordo com as projeções, Manaus e Manacapuru podem registrar níveis acima da cota de inundação. Há baixa probabilidade de um cenário de inundação nas estações de Itacoatiara e Parintins. As informações são essenciais para que as Defesas Civis estadual e municipais possam se preparar e tomar medidas para reduzir os impactos de eventos extremos.
De acordo com o pesquisador do SGB Andre Martinelli, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional de Manaus (SUREG-MA), o cenário indica que será uma cheia com níveis próximos à média. “O ciclo 2025/2026 tem mostrado forte variabilidade, no início do processo houve a influência do La Niña, que refletiu em níveis no limite superior da faixa de normalidade. A partir de janeiro de 2026 iniciou-se uma transição para a neutralidade ESNO, trazendo os níveis para valores muito próximos da média nas principais estações monitoradas”, afirmou.
Previsões
Segundo os dados divulgados, para Manaus (AM), a previsão é que o rio Negro atinja cerca de 28,3 m, com um intervalo variando entre 27,55 m e 29,07 m (considerando 80% de intervalo de confiança). A probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação na capital (27,50 m) é de 92%. Para a cota de inundação severa (29 m) essa probabilidade é de 12%, e para a cota máxima (30,02 m em 2021) é de apenas 1%.
Já em Manacapuru (AM), a previsão é que o Solimões atinja, aproximadamente, 19,40 m, com um intervalo provável de 18,59 m a 20,21 m (considerando 80% de intervalo de confiança). Segundo o modelo utilizado, a probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação em Manacapuru (18,20 m) é de 98%, mas para a cota de inundação severa (19,60 m) essa probabilidade é de 37%, já a cota máxima registrada em 2021 (20,86m) a probabilidade é abaixo de 1%.
Em Itacoatiara, o rio Amazonas pode chegar a 13,90 m, com intervalo provável entre 13,42 e 14,39 m (considerando 80% de intervalo de confiança). Segundo o modelo utilizado, a probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação (de 14 m) é de 39%, já a probabilidade de atingir cota de inundação severa (14,20 m) é de 20%. Para superar a cota máxima (15,20 m em 2021), a probabilidade é menor que 1%.
Em Parintins, a previsão é que o rio Amazonas atinja um valor em torno de 8,16 m, com um intervalo provável entre 7,65 e 8,67 m (considerando 80% de intervalo de confiança). Segundo as projeções do SGB, a probabilidade de que o rio venha atingir a cota de inundação em Parintins (8,43 m) é de 24% e de superar a cota de inundação severa (9,30 m) ou a cota máxima ( (9,47 m) é menor que 1%.
O evento do 1º Alerta de Cheias do Amazonas contou também com a participação do pesquisador Renato Sena do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), do Secretário Adjunto de Operações de Defesa Civil do Estado do Amazonas, coronel Erick de Melo Barbosa, e do Secretário Executivo da Defesa Civil de Manaus, tenente-coronel Agnelo Lima Júnior.
Os próximos eventos do Alerta de Cheias 2026 serão realizados nos dias 30 de abril e 29 de maio.
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