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Instituições fazem parte do Projeto INCT Matéria, criado em 2025 para desenvolver inovações e aplicações em eixos estratégicos da cadeia de valor
São Paulo (SP) – Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) se reuniram, nesta terça-feira (23/06), para avançar com parceria técnica-científica voltada a estudos sobre elementos terras raras (ETR), com foco em processos de lixiviação de ETR em alguns tipos de depósitos brasileiros. As instituições fazem parte do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia - INCT Matéria (Materiais avançados à base de terras raras: inovações e aplicações).
A coordenadora do Projeto Terras Raras do SGB, Lucy Takehara, e o pesquisador Cassiano Castro se encontraram com os professores da Poli, Fernando Landgraf, do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais; e Marcelo Seckler, do Departamento de Engenharia Química. Durante a agenda, conheceram o Laboratório de Caracterização Tecnológica (LCT) da Poli, coordenado pela professora Carina Ulsen e o laboratório do Departamento de Engenharia Química, coordenado pelo professor Seckler.
A visita foi uma oportunidade para conhecer os equipamentos e tecnologias disponíveis que podem otimizar a análise e caracterização das amostras coletadas em trabalhos de campo pelo SGB. “Essa articulação entre instituições do INCT Matéria fortalece a pesquisa brasileira, otimiza recursos e é fundamental para avançarmos com análises e metodologias que nos permitam compreender sobre o processo de formação dos depósitos de ETR no país e desenvolvimento de processos de extração desses elementos. Os dados gerados possibilitarão impulsionar a exploração de novos depósitos e contribuir para o desenvolvimento e a consolidação dessa cadeia de valor no país”, afirma a pesquisadora do SGB, Lucy Takehara.
O professor do Departamento de Engenharia Química, Fernando Landgraf, explica que as instituições que compõem o INCT estão construindo “uma capacidade de trabalhar juntos”. Segundo ele, o atual cenário geopolítico abre uma janela de oportunidades para o Brasil, mas também impõe desafios que exigem a integração de diferentes competências. Nesse contexto, a articulação entre as instituições participantes é essencial para ampliar a inserção do país em segmentos estratégicos da cadeia de valor dos elementos terras raras (ETR), tendo o conhecimento geológico como ponto de partida.
“Nós que estamos mais no midstream (meio do processo), a gente não conhece as diferenças entre os diferentes minérios e o SGB tem um grande conhecimento sobre isso. Então essa parceria é super importante para nós, porque vão ter soluções diferentes para cada minério. Então como é que nós vamos tratar isso? O SGB vai ser fundamental”, disse.
O próximo passo da parceria será o envio de amostras coletadas no âmbito das ações do Projeto Terras Raras para análises em laboratórios da USP.
Larissa Souza
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