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Estudo identificou condições técnicas e ambientais na área selecionada pela prefeitura, com vida útil estimada em 20 anos para o novo aterro
Paragominas (PA) - O Serviço Geológico do Brasil (SGB) concluiu no Pará mais um trabalho do Projeto Estudos para Definição de Áreas para Aterros Sanitários e Cemitérios. Relatório, publicado em setembro, apresenta análise de área destinada à implantação do novo aterro sanitário no município de Paragominas (PA). Mais de 105 mil pessoas que vivem na cidade serão beneficiadas com a ação.
O estudo foi solicitado pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SEMUR) devido à necessidade de se encontrar um outro local para descarte de resíduos sólidos. O aterro controlado já existente enfrenta problemas ligados à falta de tratamento de chorume e, além disso, está próximo de residências e do aeroporto municipal.
A área pré-selecionada pela prefeitura é de 50 hectares e está localizada nas proximidades da Rodovia Estadual PA-125, a cerca de 15 km do centro urbano. “Com as informações que geramos, indicamos que a área pré-selecionada tem boa aptidão técnica para receber o descarte de resíduos sólidos e dar suporte a esse aterro sanitário. O local é afastado de cursos d´água e de comunidades, com solos de baixa permeabilidade e nível profundo das águas subterrâneas”, relata o pesquisador do SGB e autor do estudo, José Luiz Marmos.
Marmos explica que esse tipo de análise é realizada em apoio a municípios de todo o país há mais de duas décadas. “O Serviço Geológico do Brasil atende a esse tipo de demanda há mais de 20 anos. Alguns municípios já têm áreas pré-selecionadas para avaliação técnica e os pesquisadores do SGB fazem os estudos necessários para indicar se esses locais têm boa aptidão ou não, como no caso de Paragominas”. Marmos complementa: “Quando não há áreas definidas, o SGB utiliza modelagens computacionais para indicar possíveis locais”, explica.
Estudo em Paragominas
A análise realizada pelos técnicos do SGB foi dividida em quatro fases. Estudos indiretos, com reuniões estratégicas em escritório; estudos diretos, com trabalhos de campo para realizar as coletas de dados; análises laboratoriais do material e a avaliação final da área.
Foi constatado que a área analisada é plana e que não possui cursos d’água em suas proximidades, observando também, que o nível das águas subterrâneas é profundo, o que torna remoto o risco de contaminação do aquífero pelo aterro. A avaliação considerou a área favorável à implementação do aterro sanitário, identificando uma boa aptidão técnica para servir de substrato ao local. Considerando o crescimento da população urbana e a quantidade de resíduos sólidos que possivelmente serão gerados, foi estimada vida útil mínima de 20 anos para o novo aterro.
Raphael Molinaro
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