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Na abertura do 52º Congresso Brasileiro de Geologia, neste domingo (1º/11), Vilmar Simões ressaltou que recursos na ordem de R$1,2 bilhão, até 2030, reduzirá o risco de novas descobertas
Fortaleza (CE) – Os investimentos em projetos do Serviço Geológico do Brasil (SGB) permitirão avançar em frentes estratégicas para ampliar o conhecimento geológico sobre o território brasileiro envolvendo geofísica aérea, geoquímica e mapeamento geológico em escala 1:100.000 nas províncias minerais do Brasil. É o que destacou o diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Vilmar Simões, durante a abertura do 52º Congresso Brasileiro de Geologia (CBG), neste domingo (1º/11), em Fortaleza.
O diretor-presidente ressaltou que o orçamento de R$ 1,2 bilhão previsto até 2030 pelo governo federal será fundamental para gerar resultados que apoiem o desenvolvimento da cadeia produtiva mineral do país. “Já foi submetido ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), orçamento de cerca de R$ 300 milhões para execução em 2027. Esse projeto tem por objetivo investigar com maior profundidade todas as províncias minerais conhecidas no nosso país”, explicou Simões.
Uma das frentes do projeto são os levantamentos aerogeofísicos, sendo que um bloco já concluído em Tocantins e outro em parte do estado de Goiás, onde há outro bloco em conclusão. O SGB também está desenvolvendo levantamentos aerogeofísicos na Bacia do Parnaíba, em áreas do Maranhão e Piauí. Além disso, o SGB avança com os levantamentos geoquímicos.
Para ampliar o mapeamento geológico na escala 1:100.000, o diretor-presidente Vilmar Simões ressaltou a importância da atuação integrada entre o SGB e a academia. No discurso, destacou a necessidade das parcerias com as universidades e centros de pesquisa para desenvolvimento deste programa de ampliação do conhecimento geológico.
O SGB também está ampliando a capacidade de atuação com novas contratações. O diretor-presidente Vilmar Simões deu as boas vindas aos novos concursados que foram convocados até o presente, e anunciou novas futuras convocações nos próximos meses para integrarem as fileiras de novos empregados do SGB.
Durante a cerimônia, o presidente Vilmar Simões também abordou o valor da atual carteira de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), conduzidos pelo SGB em parceria com instituições, dentre elas, a Petrobras. A carteira de projetos já soma cerca de R$ 400 milhões. “Estamos revitalizando o Museu de Ciências da Terra, na Urca, que será equipado por meio dessa parceria com a Petrobras no valor de cerca de R$ 110 milhões. Já está em execução no Centro de Referência em Geociência que abrigará um dos maiores e mais modernos laboratórios de isotopia e geocronologia da América Latina”, disse.
Simões enfatizou ainda a importância da disseminação do conhecimento geocientífico e apresentou o novo sistema do SGB: GeoBusca, na versão beta. Essa ferramenta facilita a localização de informações geocientíficas produzidas pela instituição e amplia as possibilidades de acesso da sociedade a dados que podem apoiar pesquisas, estudos e diferentes aplicações.
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) participa do 52º CBG com uma comitiva de cerca de 90 pessoas. A equipe realiza palestras e apresentações de trabalhos técnicos, participa de mesas-redondas, coordena sessões temáticas e promove atividades de mediação e divulgação científica por meio do SGB Educa. Na segunda-feira (2/11), a programação inclui palestras de pesquisadores da instituição e o Painel SGB, no auditório principal do evento.
O SGB também está presente na feira de expositores, com estande destinado ao atendimento de usuários, à divulgação de produtos e à disseminação do conhecimento geocientífico. O espaço conta ainda com atividades institucionais no lounge e uma sandbox, caixa de areia de realidade aumentada que proporciona ao público uma experiência interativa com as geociências.
A participação da instituição contempla pesquisas em áreas como minerais críticos, transição energética, geologia estrutural, recursos hídricos, geologia ambiental, mudanças climáticas, geotecnologias, geodiversidade e educação em geociências. A programação completa do Congresso está disponível no site oficial do evento.
Larissa Souza
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