Projeto RADAM-D

NB20 NB21 NB22 NA19 NA20 NA21 NA22 SA19 SA20 SA21 SA22 SA23 SA24 SB18 SB19 SB20 SB21 SB22 SB23 SB24 SB25 SC18 SC19 SC20 SC21 SC22 SC23 SC24 SC25 SD20 SD21 SD22 SD23 SD24 SE20 SE21 SE22 SE23 SE24 SF21 SF22 SF23 SF24 SG21 SG22 SG23 SH21 SH22 SI22

O Projeto Radam - Radar na Amazônia foi um esforço pioneiro do governo brasileiro, na década de 1970, para a pesquisa de recursos naturais, sendo organizado pelo Ministério de Minas e Energia - MME por meio do antigo Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM (atual Agência Nacional de Mineração - ANM), com recursos do Plano de Integração Nacional - PIN.

Na época, o uso do radar de visada lateral (Side-Looking Airborne Radar - SLAR) representou um avanço tecnológico, pois, sendo um sensor ativo, a imagem podia ser obtida tanto durante o dia quanto à noite e em condições de nebulosidade, devido às micro-ondas penetrarem na maioria das nuvens.

Em outubro de 1970, o Projeto Radam foi instaurado, priorizando a coleta de dados sobre recursos minerais, solos, vegetação, uso da terra e cartografia da Amazônia e áreas adjacentes da Região Nordeste. Em junho de 1971, iniciou-se o aerolevantamento. Considerando os bons resultados do projeto, em julho de 1975 o levantamento de radar foi expandido para o restante do território nacional, visando ao mapeamento integrado dos recursos naturais e passando a ser denominado Projeto RadamBrasil.

Nesses projetos, a plataforma utilizada foi o avião Caravelle, com altitude média de 11 km e velocidade média de 690 km/h, com o sistema imageador GEMS (Goodyear Mapping System 1000), operante na banda X (comprimentos de onda próximos a 3 cm e frequência entre 8 e 12,5 GHz).

A altitude da aeronave foi controlada por radar altímetro Stewart-Warner, com precisão de 50 m. O posicionamento do avião foi obtido com plataforma inercial do tipo Litton, apoiado em terra por estações SHORAN com alcance de 400 km e por estações de posicionamento via satélite TRANSIT, com precisão de aproximadamente 15 m, referidas ao datum geodésico de Córrego Alegre.

O aerolevantamento foi realizado em linhas norte-sul espaçadas de 27,5 km, ângulo de depressão mínimo 15º e máximo 45º, permitindo imageamento de faixas com aproximadamente 37 km de largura e sobreposição lateral de aproximadamente 25%. O acervo resultante está atualmente armazenado no Serviço Geológico do Brasil - SGB e inclui negativos e diafilmes das imagens de radar, uma série de registros originais de voo, filmes multiespectrais e infravermelho e os datafilmes, que contêm os registros primários do radar.

Como produtos finais de radar dos projetos Radam e RadamBrasil, foram disponibilizados ao público 550 mosaicos semicontrolados na escala 1:250.000, cobrindo todo o território nacional, editados em papel comum e fotográfico, encontrando-se organizados conforme o Mapa Índice de Referência - MIR do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

Os mosaicos foram processados analogicamente pela técnica de reprodução e ampliação fotográfica, e as cópias em papel foram sucessivamente montadas por processo manual. Assim, são produtos fotográficos de terceira geração e têm resolução menor do que os filmes originais.

Os negativos e diafilmes de radar originais estão isentos da degradação da qualidade das imagens, própria do processo analógico utilizado na montagem dos mosaicos. Isso pode se traduzir em benefícios para os trabalhos de interpretação das imagens.

Considerando que as imagens de radar são eminentemente fisiográficas, não estão sujeitas à descaracterização temporal, aliado aos benefícios que elas podem trazer para a sociedade em geral e à possibilidade de sua imediata disseminação, é recomendável que seja priorizada a sua preservação.

O Projeto Radam-D, iniciado em 2004 no SGB, consistiu-se na realização de um processo que permite a preservação das informações dos negativos e diafilmes originais, a partir da digitalização. Na execução pode-se distinguir as seguintes atividades: inventário do material existente; esquematização da distribuição espacial das faixas imageadas; digitalização das imagens em scanner de alta resolução (600 dpi); tratamento e edição das faixas imageadas e divulgação.

 

Equipe

Supervisora: Iris Pereira Escobar (in memoriam). Equipe técnica de apoio: Solange Picanço Souza Lima, Rafael Luiz do Prado, Mariana da Fonseca Sá e Silveira, Elaine Carneiro Rosa.

Contato e Informações

Sérgio Azevedo Marques de Oliveira
Coordenador
E-mail: sergioaz@sgb.gov.br