Novas ocorrências de grafita são identificadas no norte de Tocantins

07/01/2025 às 14h13
 | Atualizado em: 07/01/2025 às 14h16
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Localizados próximos aos municípios de Araguanã e Xambioá, um dos jazimentos possui cerca de 200 milhões de toneladas de xisto

Foto: Divulgação/ SGB

Tocantins (TO) - Os pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) Eduardo Soares de Rezende, Pedro Sérgio Estevam Ribeiro, Tiago Bandeia Duarte e Felipe da Mota Alves, com apoio de Marcelo Ferreira da Silva, apresentaram dados preliminares do Projeto Grafita, desenvolvido no Cinturão Araguaia, Província Tocantins. Foram identificadas 30 novas ocorrências de grafita na região dos municípios de Xambioá e Araguanã, no norte do Tocantins.

O destaque vai para o ponto localizado em um morro, 3 km ao sul de Araguanã, onde se estima a presença de cerca de 200 milhões de toneladas de xisto grafitoso. Com base nos dados, foi produzido um informe técnico de recursos minerais. 

Segundo os pesquisadores, a grafita teria se formado a partir da deposição de matéria orgânica em um ambiente oceânico, caracterizado pela presença de vulcões submarinos, durante a Era Neoproterozoica, há mais de 600 milhões de anos. 

Eles explicaram que “com o movimento das placas tectônicas, esse oceano foi gradualmente comprimido entre duas massas continentais em convergência, até que ocorreu a colisão definitiva entre elas. Esse evento submeteu a matéria orgânica a condições de alta temperatura e alta pressão, promovendo sua transformação no mineral grafita e resultando na formação de uma antiga cadeia de montanhas, conhecida como Orógeno Araguaia”.

As ocorrências de grafita foram registradas em dois tipos de rochas neoproterozoicas da Faixa Araguaia: em rochas metassedimentares da Formação Canto da Vazante e em camadas inseridas em uma sequência metavulcanossedimentar, possivelmente correlacionada ao Complexo Quatipuru.

O Projeto Grafita busca identificar novas áreas com potencial para mineralização de grafita. A China hoje lidera a produção mundial, respondendo por 66% do mercado. A maior parte dos depósitos chineses está associada a rochas metassedimentares de cinturões neoproterozoicos. No Brasil, esse tipo de ocorrência ainda é pouco explorada, especialmente no Cinturão Araguaia, que apresenta grande potencial.

Em resumo, o Órogeno Araguaia apresenta grande potencial para descobertas de grafita, reforçando a importância de novos estudos e investimentos. As informações levantadas podem contribuir para impulsionar a produção desse mineral estratégico, que é essencial para diversas indústrias e com demanda crescente no mercado global. 

Veja aqui mais informações.

Simone Goulart
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br 

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