O papel do Serviço Geológico do Brasil nos levantamentos geológicos e na avaliação do potencial da Bacia do Tacutu, em Roraima

31/01/2025 às 16h47
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O mapeamento geológico contribui para o reconhecimento das principais unidades sedimentares da bacia e na identificação de seu potencial à geração de hidrocarbonetos

Divulgação/SGB

Brasília (DF) - A Bacia do Tacutu, que atravessa trecho da fronteira entre o Brasil e a Guiana, tem sido objeto de estudos que avaliam seu potencial para a geração de óleo e gás. Os trabalhos realizados na Guiana contribuíram para o reconhecimento de um meio-gráben (estrutura de uma fossa tectônica profunda e assimétrica), de idade jurássico-cretáceo e com uma espessura sedimentar e vulcânica estimada entre 1.200 e 6.000 metros.

No Brasil, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) liderou as primeiras investigações geológicas de superfície na Bacia do Tacutu. Essas pesquisas indicaram a necessidade de estudos mais aprofundados, como poços estratigráficos para verificar o empilhamento sedimentar e a existência de camadas geradoras de hidrocarbonetos. As análises destacaram elementos estruturais associados ao meio-gráben, como blocos falhados, que podem funcionar como armadilhas para o acúmulo de óleo e gás.

Avanços nos estudos da Bacia do Tacutu

O SGB tem desempenhado um papel fundamental no avanço dos estudos estratigráficos da Bacia do Tacutu. Na atividade de mapeamento geológico, assomam o reconhecimento da estratigrafia, do arcabouço estrutural, da geofísica terrestre e de subsuperfície, de estudos de palinologia (flora/fauna) e geocronologia. 

Recentemente, um acordo de cooperação técnica entre o SGB e a Guyana Geology and Mines Commission (GGMC) trouxe a integração de informes geológicos e da geodiversidade entre os dois países.

Esses esforços conjuntos colocam a Bacia do Tacutu como uma região promissora à exploração de óleo e gás, unindo ciência e cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais.

Em décadas passadas, estudos exploratórios, conduzidos pela Petrobras no Brasil e pela canadense Home Oil Company na Guiana, contribuíram significativamente para identificar rochas geradoras e suas potencialidades.

Resultados promissores e novos desafios

Análises químicas revelaram altos níveis de carbono orgânico total (COT) em folhelhos negros de uma de suas camadas, registrando boa favorabilidade na geração de hidrocarbonetos e reforçando, por sua vez, o potencial da bacia na geração de óleo e gás. A descoberta de ocorrência subcomercial de óleo em basalto fraturado no poço Karanambo (Guiana) tem incentivado a continuidade das investigações exploratórias.

Simone Goulart
Núcleo de Comunicação

Serviço Geológico do Brasil
Ministério de Minas e Energia
Governo Federal
imprensa@sgb.gov.br 

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