Nível do Rio Madeira se aproxima da cota de inundação após intensas chuvas em março
Nível do Rio Madeira se aproxima da cota de inundação após intensas chuvas em março
Serviço Geológico do Brasil intensifica monitoramento em Porto Velho; nível do rio atinge 16,6 metros e preocupa autoridades locais
Porto Velho (RO) – Após enfrentar a pior seca desde 1967 no ano passado, o Rio Madeira volta a passar por um processo de cheia. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), no dia 04 de abril, o nível do rio atingiu 16 metros e 70 centímetros conforme a estação de Porto Velho, aproximando-se da cota de inundação, estabelecida em 17 metros para a capital de Rondônia.
“Apesar da tendência de subida persistente, o ritmo deve desacelerar nos próximos dias. A previsão indica uma redução na intensidade das chuvas, que agora ocorrem de forma mais espaçada e intercalada. A expectativa é de que o rio comece a estabilizar e entre em processo de vazante ao longo das próximas semanas”, informa o pesquisador em geologia do SGB, Marcus Suassuna.
Diante do cenário, o SGB intensificou o monitoramento hidrológico na bacia do Madeira. Boletins de alerta passaram a ser emitidos três vezes por semana — às segundas, quartas e sextas-feiras — enquanto durar o estado de atenção. A medida busca manter a população e os órgãos públicos atualizados quanto aos riscos e impactos associados à cheia.
Impacto em rodovia
Entre os principais afetados está o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que enfrenta desafios logísticos em virtude da elevação do nível do rio. A BR-425, importante via de escoamento da produção regional e importante acesso ao interior do Estado, sofreu interrupções e exigiu a implementação de desvios em trechos de estradas estaduais.
A previsão do SGB é que o atual quadro se prolongue por mais alguns dias, sem perspectiva imediata de rápida descida do nível do rio. A emissão de boletins em ritmo intensificado será mantida até que o rio retorne a níveis abaixo da cota de alerta de 15 metros em Porto Velho. Após esse período, o monitoramento retornará à frequência habitual, com atualizações semanais como parte do acompanhamento contínuo do regime de cheias e vazantes do Rio Madeira.
Rafael Costa
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