Bacia do rio Paraguai segue com níveis abaixo da mediana histórica

Bacia do rio Paraguai segue com níveis abaixo da mediana histórica

17/09/2026 às 15h05
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Em Ladário (MS), nível está dentro da normalidade e apresenta tendência de queda; previsão indica continuidade da recessão no rio Paraguai


 

Brasília (DF)) – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou, nesta quarta-feira (16/9), o 37º Boletim Semanal de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai de 2026. Os dados mostram situações distintas ao longo da bacia, com estações dentro da normalidade e outras abaixo da faixa esperada para esta época do ano.

Na comparação com a mediana histórica para 16 de setembro, no entanto, os níveis do rio Paraguai estão abaixo da mediana em todos os trechos monitorados: de Barra do Bugres (MT) a Cáceres (MT), de Ladário (MS) a Forte Coimbra (MS) e em Porto Murtinho (MS).

Confira os principais pontos:

  • Rio Paraguai: entre Barra do Bugres e Cáceres, a situação varia. Barra do Bugres apresenta nível abaixo da normalidade, enquanto Cáceres está dentro da faixa normal. De Ladário a Forte Coimbra, os níveis permanecem dentro da normalidade, assim como em Porto Murtinho.
  • Afluentes: os rios Cuiabá e Miranda apresentam níveis dentro da normalidade. Em Palmeiras, o nível está abaixo da faixa considerada normal para o período.
  • Ladário (MS): às 7h de 16 de setembro, o nível registrado foi de 1,55 metro, dentro da faixa de normalidade para a data, que varia de 0,21 metro a 3,93 metros. A estação apresentou redução de 17 centímetros nos últimos sete dias e de 46 centímetros em 14 dias.
  • Comportamento do rio: em Cáceres, a montante de Ladário, a tendência recente é de elevação do nível. Já em Porto Murtinho, a jusante, observa-se tendência de queda.
O SGB mantém o acompanhamento das condições hidrológicas da região por meio do Sistema de Alerta Hidrológico (SACE) da Bacia do Rio Paraguai. As previsões são baseadas em modelos hidrológicos e estão sujeitas às incertezas inerentes a esse tipo de análise.

Os dados hidrológicos utilizados no monitoramento são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), de responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), operada pelo SGB e demais parceiros.

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