Visualizando
Farol de Itapuã
Salvador -
BA , Lat.:
-12.957153320 Long.:
-38.354160309
Última alteração: 25/09/2026 11:54:59
Última alteração: 25/09/2026 11:54:59
Status: Em análise
Identificação
Designação
| Nome do Sítio: | Farol de Itapuã |
|---|---|
| Título Representativo: | Um Marco Geológico e Cultural do Litoral de Salvador |
| Classificação temática principal: | Tectônica |
| Classificação temática secundária: | Metamorfismo |
| Registro SIGEP (Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos) com o Nº : | Não |
| Sítio pertence a um geoparque ou proposta de geoparque: | Não |
Localização
| Latitude: | -12.957153320 |
|---|---|
| Longitude: | -38.354160309 |
| Datum: | WGS 84 |
| Cota: | 1 m |
| Estado: | BA |
| Município: | Salvador |
| Distrito: | |
| Local: | Zona Urbana - Praia de Itapuã |
| Ponto de apoio mais próximo: | Casa di Vina Boutique Hotel e o Memorial Casa di Vina |
| Ponto de referência rodoviária: | Avenida Luis Viana Filho |
| Acesso: | Saindo da Avenida Luís Viana Filho (conhecida como Avenida Paralela), no sentido aeroporto, deve-se acessar à direita a Avenida Dorival Caymmi, bairro de Itapuã. Segue-se por aproximadamente 3,60 km, até a orla marítima e, em seguida, dobra-se à esquerda na Rua Aristides Milton, percorrendo cerca de 500 m. Depois, entrar a direita e percorrer por cerca de 1km até a rua Farol de Itapuã, próximo a Vila Naval do Farol de Itapoã. |
Imagem de identificação
Resumo
| Resumo |
|---|
|
O geossítio do Farol de Itapuã constitui um dos mais emblemáticos marcos do litoral de Salvador, reunindo expressivos valores histórico, cultural, paisagístico e geológico, além de elevado potencial científico e didático. O farol é considerado o quinto monumento construído na Bahia, implantado diretamente sobre afloramentos de rochas cristalinas do embasamento pré-cambriano, pertencentes ao Cráton do São Francisco, que se estendem por aproximadamente 200 metros ao longo da faixa costeira. Inaugurado em 1873, na Ponta de Itapuã, teve como principal função orientar a navegação marítima, contribuindo para a segurança das embarcações e prevenção de naufrágios na região. Do ponto de vista cultural, o local é amplamente reconhecido e valorizado, tendo sido imortalizado na música brasileira por Vinicius de Moraes, na célebre canção “Tarde em Itapuã”, e por Dorival Caymmi, consolidando sua projeção no imaginário nacional e internacional. Sob a ótica geológica, o geossítio insere-se no domínio do embasamento cristalino do setor leste do Cráton do São Francisco, estando associado ao Cinturão Itabuna–Salvador–Curaçá. As rochas encaixantes correspondem a unidades de alto grau metamórfico, formadas durante eventos paleoproterozoicos, destacando-se o Granitoide de Itapuã e o Augen gnaisse. Além disso, ocorrem diques máficos, que representam intrusões posteriores, instaladas ao longo de fraturas distensivas associadas a episódios de reativação tectônica da crosta. No afloramento, distinguem-se três litologias principais: (i) Rochas magmáticas intrusivas – Granitoide de Itapuã: correspondem a rochas melanocráticas a mesocráticas, de coloração cinza escuro, predominantemente não foliadas, frequentemente truncadas por fraturas e zonas de cisalhamento (N182°/70°NW, N020°/45°SE). Apresentam feições marcantes de esfoliação esferoidal, resultantes de intemperismo químico progressivo, que promove a formação de camadas concêntricas sucessivas, conferindo às rochas um aspecto semelhante ao descascamento de uma cebola. (ii) Granulitos ortoderivados – Augen gnaisse: caracterizam-se por coloração cinza-rosada, com acamadamento N150°/55°NW, e pela presença de cristais porfiríticos de feldspato potássico (K-feldspato), frequentemente rotacionados, formando a típica estrutura do tipo augen. O bandamento metamórfico encontra-se, em muitos trechos, parcialmente obliterado pelo intemperismo, podendo apresentar feições de microdobramento e crenulação. Essa unidade é cortada por diques graníticos, veios pegmatóides e zonas de cisalhamento com comportamento dúctil-rúptil a rúptil-dúctil. (iii) Diques máficos: são corpos tabulares de granulação fina, coloração variando de cinza escuro a preto, com contatos geralmente retilíneos com a rocha encaixante. Apresentam continuidade lateral, embora frequentemente fraturados, e truncam o Augen gnaisse. Em alguns trechos, atingem aproximadamente 2 metros de largura e até 18 metros de comprimento, evidenciando eventos magmáticos posteriores à formação das rochas encaixantes. Além das características litológicas, o geossítio evidencia de forma clara a atuação de processos costeiros, como a ação de ondas, marés e intemperismo, que condicionam a evolução do relevo rochoso e favorecem a formação de feições como piscinas naturais e superfícies suavemente modeladas. Dessa forma, o Farol de Itapuã configura-se como um verdadeiro laboratório natural a céu aberto, onde é possível integrar a leitura de processos geológicos profundos — relacionados à evolução crustal paleoproterozoica — com processos superficiais contemporâneos, além de sua forte inserção no contexto histórico e cultural da cidade de Salvador. |
| Abstract |
|---|
| The Itapuã Lighthouse geosite constitutes one of the most emblematic landmarks along the Salvador coastline, combining significant historical, cultural, scenic, and geological values, as well as high scientific and educational potential. The lighthouse is considered the fifth monument built in Bahia and was constructed directly on outcrops of Precambrian crystalline basement rocks belonging to the São Francisco Craton, which extend for approximately 200 m along the coastal zone. Inaugurated in 1873 at Ponta de Itapuã, its primary function was to guide maritime navigation, contributing to the safety of vessels and preventing shipwrecks in the region. From a cultural perspective, the site is widely recognized and valued and has been immortalized in Brazilian music by Vinicius de Moraes in the renowned song “Tarde em Itapuã” and by Dorival Caymmi, consolidating its prominence in the national and international cultural imagination. Geologically, the geosite is located within the crystalline basement domain of the eastern sector of the São Francisco Craton and is associated with the Itabuna–Salvador–Curaçá Belt. The host rocks correspond to high-grade metamorphic units formed during Paleoproterozoic events, particularly the Itapuã Granitoid and augen gneiss. Mafic dikes also occur and represent younger intrusions emplaced along extensional fractures associated with episodes of tectonic reactivation of the crust. Three main lithologies can be distinguished in the outcrop: (i) Intrusive igneous rocks – Itapuã Granitoid: melanocratic to mesocratic rocks, dark gray in color, predominantly non-foliated, and frequently truncated by fractures and shear zones (N182°/70°NW, N020°/45°SE). They exhibit prominent spheroidal weathering features resulting from progressive chemical weathering, which promotes the formation of successive concentric layers, giving the rocks an appearance similar to the peeling of an onion. (ii) Orthoderived granulites – Augen gneiss: characterized by a pinkish-gray color, bedding oriented N150°/55°NW, and the presence of porphyritic K-feldspar crystals, which are frequently rotated and form the characteristic augen texture. The metamorphic banding is locally partially obliterated by weathering and may display microfolding and crenulation features. This unit is crosscut by granitic dikes, pegmatitic veins, and shear zones exhibiting ductile–brittle to brittle–ductile behavior. (iii) Mafic dikes: fine-grained tabular bodies, dark gray to black in color, with generally straight contacts with the host rock. They exhibit lateral continuity, although they are frequently fractured, and crosscut the augen gneiss. In some sections, they reach approximately 2 m in width and up to 18 m in length, providing evidence of magmatic events that postdated the formation of the host rocks. In addition to its lithological characteristics, the geosite clearly records the action of coastal processes, including waves, tides, and weathering, which control the evolution of the rocky relief and contribute to the formation of features such as natural pools and gently sculpted rock surfaces. Thus, the Itapuã Lighthouse geosite constitutes a natural open-air laboratory where deep geological processes related to Paleoproterozoic crustal evolution can be integrated with contemporary surface processes, while also reflecting the site's strong historical and cultural significance within the city of Salvador. |
| Autores e coautores |
|---|
| Patrícia Campinho Dias Passos - Mestranda da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Jailma Santos de Souza de Oliveira- Universidade Federal da Bahia (UFBA) Ricardo Galeno Fraga de Araújo Pereira - Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
Contexto
Geológico
| Enquadramento Geológico Geral: |
|---|
|
| Unidade do Tempo Geológico (Eon, Era ou Período): |
|---|
| Paleoproterozóico |
| Ambiente Dominante: |
|---|
|
| Tipo de Unidade: | Unidade Litoestratigráfica |
|---|---|
| Nome: | |
| Outros: | |
| Rocha Predominante: | Gnaisse granítico |
| Rocha Subordinada: | Basalto |
| Tipo e dimensões do afloramento, contato, espessura, outras informações descritivas do sítio. : | As rochas aflorantes no local apresentando permitem uma visualização clara das litologias, de acordo com o seu contraste textural e cromático, representadas por três unidades principais: (i) Rochas magmáticas intrusivas – Granitoide de Itapuã: correspondem a rochas melanocráticas a mesocráticas, de coloração cinza escuro, predominantemente não foliadas, frequentemente truncadas por fraturas e zonas de cisalhamento (N182°/70°NW, N020°/45°SE). Apresentam feições marcantes de esfoliação esferoidal, resultantes de intemperismo químico progressivo, que promove a formação de camadas concêntricas sucessivas, conferindo às rochas um aspecto semelhante ao descascamento de uma cebola. (ii) Granulitos ortoderivados – Augen gnaisse: caracterizam-se por coloração cinza-rosada, com acamadamento N150°/55°NW, e pela presença de cristais porfiríticos de feldspato potássico (K-feldspato), frequentemente rotacionados, formando a típica estrutura do tipo augen. O bandamento metamórfico encontra-se, em muitos trechos, parcialmente obliterado pelo intemperismo, podendo apresentar feições de microdobramento e crenulação. Essa unidade é cortada por diques graníticos, veios pegmatóides e zonas de cisalhamento com comportamento dúctil-rúptil a rúptil-dúctil. (iii) Diques máficos: são corpos tabulares de granulação fina, coloração variando de cinza escuro a preto, com contatos geralmente retilíneos com a rocha encaixante. Apresentam continuidade lateral, embora frequentemente fraturados, e truncam o Augen gnaisse. Em alguns trechos, atingem aproximadamente 2 metros de largura e até 18 metros de comprimento, evidenciando eventos magmáticos posteriores à formação das rochas encaixantes. |
Paleontológico
| Local de ocorrência |
|---|
|
|
| Ramos da Paleontologia: |
|---|
|
|
| Taxons conhecidos: |
|---|
|
|
Caracterização Geológica
Rochas Sedimentares
| Ambientes Sedimentares: |
|---|
|
|
| Ambientes: |
|---|
| Tipos de Ambientes: |
|---|
|
|
| Descontinuidades Estratigráficas: |
|---|
Rochas Ígneas
| Categoria: | Vulcânica - Dique |
|---|
| Aspectos Texturais: |
|---|
|
| Estruturas: |
|---|
|
Rochas Metamórficas
| Metamorfismo: Dinâmico (cataclástico) |
| Facie Metamorfismo: Granulito |
| Texturas: |
|---|
|
| Estruturas: |
|---|
|
Deformação das Rochas
| Tipo de Deformação: | Dúctil / Rúptil |
|---|
| Regime Tectônico: | Compressional |
|---|
| Estruturas Lineares: |
|---|
|
|
| Estruturas Planas: |
|---|
|
Interesse
Dados
| Pelo Conteúdo |
|---|
|
| Interesse associado |
|---|
|
| Pela sua possível utilização |
|---|
|
Observações
| Observações Gerais |
|---|
|
O Farol de Itapuã, situado no bairro de Itapuã, em Salvador, constitui um importante registro da evolução geológica do setor leste do Cráton do São Francisco, no contexto regional do Cinturão Itabuna–Salvador–Curaçá (Barbosa et al., 2003). Em escala local, trabalhos como o de Carrilho (2013) detalharam o mapeamento geológico e estrutural da área do farol, identificando rochas magmáticas intrusivas (Granitoide de Itapuã), granulitos ortoderivados (Augen gnaisse) e diques máficos. Estudos petrográficos e geoquímicos realizados por Souza (2009) e Souza et al. (2010; 2011) contribuíram para a caracterização dos granulitos e demais litotipos da região. Mais recentemente, pesquisas como as de Silva (2018) aprofundaram a compreensão dos diques máficos da orla de Salvador. Assim, o conhecimento sobre o geossítio evoluiu para uma abordagem integrada, consolidando-o como um importante registro da evolução geológica paleoproterozoica e da dinâmica tectônica do leste da Bahia. |
| Bibliografia |
|---|
| BARBOSA, J.S.F., SABATÉ, P., MARINHO, M.M. O Cráton do São Francisco na Bahia: Uma Síntese. Revista Brasileira de Geociências. 2003. v.33 (1), p.3-6. CARRILHO, E.L.V.Mapeamento e geologia estrutural das rochas do setor oeste do farol de itapuã, Salvador, Bahia: cinturão Salvador-Esplanada, cráton doSão Francisco. TCC do curso de gradução. IG/UFBA. Salvador 2013. SILVA, S. O. (2018). Caracterização Petrológica Dos Diques Máficos Da Orla De Salvador, Bahia. Tese de mestrado na Universidade Federal da Bahia. SOUZA, J. S. de. (2009). Petrografia e litogeoquímica dos litotipos granulíticos ortoderivados da cidade de Salvador, Bahia. Dissertação de Mestrado.IGEO/UFBA. SOUZA, J. S. DE; BARBOSA, J. S. F. Os Litotipos da Cidade de Salvador, Bahia: Estágio Atual do Conhecimento. In: 13 Simpósio Nacional de EstudosTectônicos e VII International Symposium on Tectonics, 2011, Campinas. Anais do 13 Simpósio Nacional de Estudos Tectônicos e VII International Symposiumon Tectonics., 2011. SOUZA, J. S. DE; BARBOSA, J. SILVA, S. O. (2018). Caracterização Petrológica Dos Diques Máficos Da Orla De Salvador, Bahia. Tese de mestrado na Universidade Federal da Bahia. SOUZA, J. S. de., BARBOSA, J. S. F., CORREA-GOMES, L. C. (2010). Litogeoquímica dos granulitos ortoderivados da cidade de Salvador, Bahia. Revista Brasileira de Geociências, v. 40. p. 339-354. |
Imagens Representativas e Dados Gráficos
Conservação
Unidade de Conservação
| Nome da UC | Tipo da UC | Unidade de Conservação | Situação da Uc |
|---|---|---|---|
Proteção Indireta
| Relatar: | |
|---|---|
Uso e Ocupação
| Propriedade do Terreno | ||||
|---|---|---|---|---|
| Público / Municipal |
| Area Rural |
|---|
|
|
| Area Urbana |
|---|
|
| Fragilidade |
|---|
| Baixa |
| Dificuldade de Acesso e aproveitamento do solo: |
|---|
| O acesso ao geossítio do Farol de Itapuã é gratuito e considerado razoável, sendo realizado por meio de calçadão ao longo da orla, recentemente revitalizada pela prefeitura municipal. As intervenções incluíram a instalação de rampas de acesso à praia, ciclovias, postes de iluminação e o ordenamento das barracas na faixa de areia, com vistas à preservação da restinga e à melhoria da infraestrutura para uso público. A visitação aos afloramentos rochosos deve ocorrer, preferencialmente, durante o período de maré baixa, quando há melhores condições de segurança e maior exposição das feições geológicas. No entanto, no entorno da praia observa-se intensa intervenção antrópica, evidenciada pela presença de edificações residenciais próximas, o que reforça a necessidade de planejamento e controle do uso e ocupação do solo, a fim de minimizar impactos sobre o patrimônio geológico. |
Quantificação
Valor Científico (indicativo do valor do conteúdo geocientífico do sítio ou do elemento geológico)
| Ítem | Peso | Resposta | Valor |
|---|---|---|---|
| A1 - Representatividade | 30 | O local ou elemento de interesse é um bom exemplo para ilustrar elementos ou processos, relacionados com a área temática em questão (quando aplicável) | 2 |
| A3 - Reconhecimento científico | 5 | Existem artigos sobre o local de interesse em revistas científicas nacionais, diretamente relacionados com a categoria temática em questão (quando aplicável) | 2 |
| A4 - Integridade | 15 | Os principais elementos geológicos (relacionados com a categoria temática em questão, quando aplicável) estão muito bem preservados | 4 |
| A5 - Diversidade geológica | 5 | Local de interesse com 3 ou 4 tipos diferentes de aspectos geológicos com relevância científica | 2 |
| A6 - Raridade | 15 | Existem, na área de estudo, 4-5 exemplos de locais semelhantes (representando a categoria temática em questão, quando aplicável) | 1 |
| A7 - Limitações ao uso | 10 | É possível fazer amostragem ou trabalho de campo depois de ultrapassar as limitações existentes | 2 |
| A2 - Local-tipo | 20 | Não se aplica. | 0 |
| Valor Científico | 175 |
Risco de Degradação (dos valores geológicos retratados no sítio ou no elemento geológico)
| Ítem | Peso | Resposta | Valor |
|---|---|---|---|
| B1 - Deterioração de elementos geológicos | 35 | Existem reduzidas possibilidades de deterioração dos elementos geológicos secundários | 1 |
| B2 - Proximidade a áreas/atividades com potencial para causar degradação | 20 | Local de interesse situado a menos de 100 m de área/atividade com potencial para causar degradação | 4 |
| B3 - Proteção legal | 20 | Local de interesse situado numa área sem proteção legal nem controle de acesso | 4 |
| B4 - Acessibilidade | 15 | Local de interesse localizado a menos de 100 m de uma estrada asfaltada com local para estacionamento de veículos | 4 |
| B5 - Densidade populacional | 10 | Local de interesse localizado num município com mais de 1000 habitantes por km2 | 4 |
| Risco de Degradação | 295 |
Potencial Valor Educativo e Turístico (indicativo de interesse educativo e turístico associado ao valor científico do sítio, sujeito à análise complementar dos setores competentes)
| Ítem | P.E | P.T | Resposta | Valor |
|---|---|---|---|---|
| C1 - Vulnerabilidade | 10 | 10 | Possibilidade de deterioração dos principais elementos geológicos por atividade antrópica | 2 |
| C2 - Acesso rodoviário | 10 | 10 | Local de interesse localizado a menos de 100 m de uma estrada asfaltada com local para estacionamento de veículos | 4 |
| C3 - Caracterização do acesso ao sítio | 5 | 5 | O local de interesse é acessado por estudantes e turistas, mas só depois de ultrapassar certas limitações (autorizações, barreiras físicas, marés, inundações etc...) | 2 |
| C4 - Segurança | 10 | 10 | Local de interesse com infraestrutura de segurança (vedações, escadas, corrimões, etc.), rede de comunicações móveis e situado a menos de 10 km de serviços de socorro | 4 |
| C5 - Logística | 5 | 5 | Existem restaurantes e alojamentos para grupos de 50 pessoas a menos de 15 km do local de interesse | 4 |
| C6 - Densidade populacional | 5 | 5 | Local de interesse localizado num município com mais de 1000 habitantes por km2 | 4 |
| C7 - Associação com outros valores | 5 | 5 | Existem diversos valores ecológicos e culturais a menos de 10 km do local de interesse | 4 |
| C8 - Beleza cênica | 5 | 15 | Local de interesse ocasionalmente usado em campanhas turísticas locais, mostrando aspectos geológicos | 1 |
| C9 - Singularidade | 5 | 10 | Ocorrência de aspectos únicos e raros na região | 2 |
| C10 - Condições de observação | 10 | 5 | Existem obstáculos que tornam difícil a observação de alguns elementos geológicos | 3 |
| C11 - Potencial didático | 20 | 0 | Ocorrência de elementos geológicos que são ensinados nas escolas de ensino secundário | 2 |
| C12 - Diversidade geológica | 10 | 0 | Ocorrem 3 ou 4 tipos de elementos da geodiversidade | 3 |
| C13 - Potencial para divulgação | 0 | 10 | O público necessita de algum conhecimento geológico para entender os elementos geológicos que ocorrem no sítio | 3 |
| C14 - Nível econômico | 0 | 5 | Local de interesse localizado num município com IDH superior ao que se verifica no estado | 3 |
| C15 - Proximidade a zonas recreativas | 0 | 5 | Local de interesse localizado a menos de 5 km de uma zona recreativa ou com atrações turísticas | 4 |
| Valor Educativo | 285 | |||
| Valor Turístico | 285 |
Classificação do sítio
| Relevância: |
|
|---|
| 175 | |
| 285 (Relevância Nacional) | |
| 285 (Relevância Nacional) | |
| 295 (Risco Médio) |
Recomendação
| Urgência à Proteção global: | Necessário a médio prazo |
|---|---|
| Urgência à Proteção devido a atividades didáticas: | Necessário a curto prazo |
| Urgência à Proteção devido a atividades turísticas: | Necessário a curto prazo |
| Urgência à Proteção devido a atividades científicas: | Necessário a médio prazo |
| Unidade de Conservação Recomendado: | UC de Proteção Integral - |
| Justificativa: | Dentre as principais causas de vulnerabilidade do geossítio do Farol de Itapuã, destaca-se a ocupação urbana desordenada e intensa no entorno, que reduz áreas de proteção e aumenta a produção de resíduos, além de intensificar impactos diretos sobre o sítio. Como consequência, observa-se um elevado fluxo de visitantes, com pisoteio sobre os afloramentos e uso recreativo inadequado. Soma-se a isso a atuação contínua de processos naturais, como ondas, marés, intemperismo e erosão costeira, que contribuem para a progressiva perda de feições geológicas relevantes. Outro fator importante é a ausência de sinalização e de instrumentos de interpretação geológica, o que limita a percepção pública sobre a importância do patrimônio e favorece sua degradação. Diante desse cenário, a necessidade de proteção do geossítio justifica-se pela preservação de um registro significativo da evolução geológica associado ao Cráton do São Francisco e ao Cinturão Itabuna–Salvador–Curaçá. Além de seu valor científico e didático, o sítio apresenta expressiva relevância paisagística, turística, histórica e cultural, estando inserido no imaginário coletivo e associado a importantes manifestações artísticas da cultura brasileira. |
Coordenadas do polígono de proteção existente ou sugerido
Responsável
| Nome: | Patrícia Campinho Dias Passos |
|---|---|
| Email: | patycampinho@gmail.com |
| Profissão: | Geóloga, pós-graduada em Docência de Ensino Superior |
| Instituição: | Universidade Federal da Bahia - UFBA |
| Currículo Lattes: | http://lattes.cnpq.br/1052143915250068 |

