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Ponta de Itamoabo
Salvador -
BA , Lat.:
-12.796169281 Long.:
-38.535026550
Última alteração: 25/09/2026 11:52:45
Última alteração: 25/09/2026 11:52:45
Status: Em análise
Identificação
Designação
| Nome do Sítio: | Ponta de Itamoabo |
|---|---|
| Título Representativo: | Expressão Sedimentar da Fase Rifte na Baía de Todos os Santos |
| Classificação temática principal: | Sedimentologia |
| Classificação temática secundária: | Ambientes marinho |
| Registro SIGEP (Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos) com o Nº : | Não |
| Sítio pertence a um geoparque ou proposta de geoparque: | Não |
Localização
| Latitude: | -12.796169281 |
|---|---|
| Longitude: | -38.535026550 |
| Datum: | WGS 84 |
| Cota: | 4m m |
| Estado: | BA |
| Município: | Salvador |
| Distrito: | Ilha de Maré |
| Local: | Ilha de Maré |
| Ponto de apoio mais próximo: | Terminal Marítimo de São Tomé de Paripe |
| Ponto de referência rodoviária: | BR 324 |
| Acesso: | O acesso ao geossítio é realizado inicialmente por via terrestre a partir da BR-324, no sentido Salvador. Deve-se utilizar a saída para a BA-528 (Estrada do Derba), em direção à Base Naval de Aratu, percorrendo aproximadamente 11 km. Em seguida, entrar à esquerda na Travessa Benjamin de Souza e seguir até o Terminal Marítimo de São Tomé de Paripe, localizado ao lado da Base Naval de Inema. A partir do terminal, o acesso à Ilha de Maré é realizado por embarcações de pequeno porte. A travessia tem duração média de 30 minutos e custo aproximado de R$ 10,00 por pessoa (valor de referência: fevereiro de 2026). Recomenda-se realizar o deslocamento no período da manhã, preferencialmente a partir das 7h, considerando que o retorno das embarcações ocorre, em geral, até as 17h. |
Imagem de identificação
Resumo
| Resumo |
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A Ponta de Itamoabo, localizada na Ilha de Maré, na Baía de Todos os Santos, apresenta afloramentos sedimentares associados à fase sin-rifte da Bacia do Recôncavo (Cretáceo Inferior), anteriores à incursão marinha. Os depósitos são representados por arenitos maciços do Membro Pitanga, da Formação Maracangalha, refletindo a interação entre subsidência controlada por falhas normais e aporte sedimentar continental. Observam-se evidências de instabilidade deposicional, como desmoronamentos, estruturas de fluidização e deformações sin-sedimentares relacionadas a movimentos de massa. Ao longo da linha de costa da ilha ocorre intenso processo erosivo marinho, responsável pela formação de terraços de abrasão e pela geração de marcas onduladas associadas à ação das ondas. A erosão costeira intensifica a instabilidade das falésias desenvolvidas em rochas friáveis, promovendo frequente queda de blocos. As paleofalésias, com altura média aproximada de 40 m, resultam de processos de abrasão marinha pretéritos e apresentam desníveis abruptos. Essas feições expõem os afloramentos em condições de erosão regressiva, decorrente tanto da dissecação fluvial quanto da atuação contínua do intemperismo, favorecendo a remobilização de materiais. Os afloramentos incluem corpos interpretados como slides, constituídos por silte argiloso com areia fina, além de detritos arenosos formados por arenitos finos a muito finos, siltosos e com baixo teor de argila. O detrito arenoso maciço contém argila e fragmentos de carvão/matéria orgânica, formando estruturas diapíricas associadas à mobilização sedimentar. Observa-se ainda zona de deformação resultante da colisão de fluxos gravitacionais com os slides, com planos estruturais medidos em N237°/23°NE e N178°/56°NE. Nos terraços de abrasão são identificadas estruturas em almofada, indicativas da ação hidrodinâmica das ondas. Os slides representam corpos pouco deformados por deslizamento, resultantes da remobilização de frentes deltaicas e associados a fluxos gravitacionais típicos de sistemas turbidíticos. Esses depósitos apresentam geometria progradacional em forma de funil, com acamadamento orientado segundo N327°/54°NE. Falhamentos normais sin- e pós-deposicionais são frequentes, assim como estruturas de carga, liquefação e fluidização, evidenciando instabilidade sedimentar durante e após a deposição. O geossítio possui relevância histórica adicional, por estar inserido no contexto geológico que marcou o início da exploração de petróleo na Bacia do Recôncavo e no Brasil, constituindo registro significativo tanto do ponto de vista científico, vinculado ao paradigma exploratório do início da exploração do petróleo no Brasil, configurando-se como um local relevante ao patrimônio geológico nacional nessa temática. |
| Abstract |
|---|
| Ponta de Itamoabo, located on Maré Island in Todos os Santos Bay, exposes sedimentary rocks associated with the syn-rift stage of the Recôncavo Basin (Early Cretaceous), prior to marine incursions. The deposits consist of massive sandstones of the Pitanga Member of the Maracangalha Formation, reflecting the interaction between fault-controlled subsidence and continental sediment supply. Evidence of depositional instability is observed, including slump deposits, fluidization structures, and syn-sedimentary deformation related to mass-movement processes. Along the island’s coastline, intense marine erosion has resulted in the formation of abrasion terraces and the development of ripple marks associated with wave action. Coastal erosion enhances the instability of cliffs developed in friable rocks, promoting frequent block falls. The paleocliffs, with an average height of approximately 40 m, resulted from past marine abrasion processes and exhibit pronounced topographic relief. These features expose the outcrops under conditions of regressive erosion, resulting from both fluvial dissection and the continuous action of weathering, which promotes material remobilization. The outcrops include bodies interpreted as slides, composed of clayey silt with fine sand, as well as sandy detritus formed by fine- to very fine-grained, silty sandstones with low clay content. The massive sandy detritus contains clay and fragments of coal/organic matter, forming diapiric structures associated with sediment mobilization. A deformation zone resulting from the collision of gravitational flows with the slides is also observed, with structural planes measured at N237°/23°NE and N178°/56°NE. Pillow-like structures are identified on the abrasion terraces, indicating the hydrodynamic action of waves. The slides represent weakly deformed slide bodies resulting from the remobilization of deltaic fronts and associated with gravitational flows typical of turbidite systems. These deposits exhibit a funnel-shaped progradational geometry, with bedding oriented N327°/54°NE. Syn- and post-depositional normal faulting is common, as are load structures, liquefaction, and fluidization features, providing evidence of sedimentary instability during and after deposition. The geosite also has additional historical significance because it is situated within the geological context associated with the beginning of petroleum exploration in the Recôncavo Basin and in Brazil. It therefore constitutes a significant record from both a scientific perspective and in relation to the exploration paradigm that characterized the early development of the Brazilian petroleum industry, making the site relevant to the national geological heritage associated with this theme. |
| Autores e coautores |
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| Patrícia Campinho Dias Passos - Mestranda da Universidade Federal da Bahia (UFBA) José Maria Landim Domingues - Universidade Federal da Bahia (UFBA) Ricardo Galeno Fraga de Araújo Pereira - Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
Contexto
Geológico
| Enquadramento Geológico Geral: |
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| Unidade do Tempo Geológico (Eon, Era ou Período): |
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| Cretaceo |
| Ambiente Dominante: |
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| Tipo de Unidade: | Unidade Litoestratigráfica |
|---|---|
| Nome: | Membro Pitanga, Formação Maragancalha |
| Outros: | Argilito |
| Rocha Predominante: | Arenito síltico-argiloso |
| Rocha Subordinada: | Siltito arenoso |
| Tipo e dimensões do afloramento, contato, espessura, outras informações descritivas do sítio. : |
As paleofalésias, com altura média de 40 m, resultam de processos de abrasão marinha e apresentam desnível abrupto. A erosão regressiva, associada à dissecação fluvial e ao intemperismo ativo, favorece a exposição dos afloramentos e a recorrente queda de blocos. Os afloramentos correspondem a corpos de slides, compostos por siltes argilosos com areia fina, associados a detritos arenosos constituídos por arenitos finos a muito finos, siltosos e com pouca argila. Os detritos arenosos apresentam estrutura maciça, com argila e fragmentos de carvão/matéria orgânica, localmente organizados em estrutura diapírica. Observa-se zona de deformação por colisão de fluxos com os slides (N237°/23°NE e N178°/56°NE). Nos terraços abrasivos ocorrem estruturas em almofada, indicativas da dinâmica de ondas. Os slides representam corpos pouco deformados por deslizamento, originados da remobilização de frentes deltaicas e associados a fluxos gravitacionais de sedimentos, com características turbidíticas. Apresentam geometria progradacional, deposição em forma de funil e acamadamento com atitude N327°/54°NE. São frequentes falhamentos normais sin- e pós-deposicionais, além de marcas de carga e estruturas de liquefação e fluidização. |
Paleontológico
| Local de ocorrência |
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| Ramos da Paleontologia: |
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| Taxons conhecidos: |
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Caracterização Geológica
Rochas Sedimentares
| Ambientes Sedimentares: |
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| Ambientes: | Atuais/Antigos |
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| Tipos de Ambientes: |
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| Descontinuidades Estratigráficas: |
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| Disconformidade – intervalo de erosão ou não deposição entre camadas sedimentares, com ou sem ravinamento |
Rochas Ígneas
| Categoria: | Não se aplica - Não se aplica |
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| Aspectos Texturais: |
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| Estruturas: |
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Rochas Metamórficas
| Metamorfismo: |
| Facie Metamorfismo: |
| Texturas: |
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| Estruturas: |
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Deformação das Rochas
| Tipo de Deformação: | Dúctil / Rúptil |
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| Regime Tectônico: | Extensional |
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| Estruturas Lineares: |
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| Estruturas Planas: |
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Feições de Relevo
| FR2e - Terraços Marinhos | |
| FR4a - Falésias ativas | |
| FR4b - Paleofalésias | |
| FR4c - Plataformas de abrasão | |
| FR7c - Escarpas | |
| FR7c1 - Escarpas erosivas | |
| FR11b - Morro |
Ilustração
Interesse
Dados
| Pelo Conteúdo |
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| Interesse associado |
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| Pela sua possível utilização |
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Observações
| Observações Gerais |
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A Ponta de Itamoabo, localizada na Ilha de Maré, na Baía de Todos os Santos, expõe depósitos sedimentares da fase sin-rifte da Bacia do Recôncavo, desenvolvida no Cretáceo Inferior, anteriores à incursão marinha (Caixeta et al., 1994; Magnavita et al., 2005). Os afloramentos são compostos predominantemente por arenitos médios a grossos, com intercalações conglomeráticas e níveis pelíticos subordinados, incluindo arenitos maciços atribuídos ao Membro Pitanga (Formação Maracangalha), depositados em ambiente continental sob controle de falhas normais (Milani & Thomaz Filho, 2000; Magnavita et al., 2005). Os depósitos relacionam-se a sistemas fluviais e deltaicos associados à instalação do rifte, em contexto de subsidência tectonicamente controlada (Caixeta et al., 1994; Milani & Davison, 1988). A arquitetura estratigráfica, a variação granulométrica e a geometria progradacional registram pulsos tectônicos e oscilações do nível de base típicos do preenchimento sin-rifte (Prosser, 1993; Magnavita et al., 2005). Observam-se estruturas de instabilidade sedimentar, como slides, falhamentos sin- e pós-deposicionais, estruturas de carga, feições de liquefação e fluidização, indicando remobilização de frentes deltaicas e atuação de fluxos gravitacionais com características turbidíticas, além de deformações sin-sedimentares (Lowe, 1982; Posamentier & Martinsen, 2011). A linha de costa apresenta intenso retrabalhamento erosivo, com desenvolvimento de terraços de abrasão e paleofalésias de até 40 m de altura, que condicionam a exposição dos afloramentos e favorecem queda de blocos (Suguio, 1992). O geossítio constitui registro expressivo da evolução tectono-sedimentar regional, apresentando elevado valor científico e didático, além de relevância histórica no contexto inicial da exploração petrolífera brasileira (Milani et al., 2007). |
| Bibliografia |
|---|
| AMORIM, C. E. DOS S., LEITE C. DE M. M., BARBOSA, J. S.F., CORRÊA-GOMES, L. C. (2025). The influence of the strutural framework on the sedimentation of the Maracangalha Formation in the Southern compartment of the Reconcavo Basin. Jornal of South American Earth Sciences. https://doi.org/10.1016/j.jsames.2025.105627. CAIXETA, J. M.; BUENO, G. V.; MAGNAVITA, L. P.; FEIJÓ, F. J. (1994). Bacias do Recôncavo, Tucano e Jatobá. Boletim de Geociências da Petrobras. FREIRE A. F. M., LEITE C. DE M. M., OLIVEIRA F. M. DE, GUIMARÃES M. F., MILHOMEM P. DA S., PIETZSCH R., D’ÁVILA R. S. F. (2017). Fluid escape structures as possible indicators of past gas hydrate dissociation during the deposition of the Barremian sediments in the Recôncavo Basin, NE, Brazil. Brazilian Journal of Geology, 47(1): 79-93. DOI: 10.1590/2317‑4889201720160090 LOWE, D. R. (1982). Sediment gravity flows. Journal of Sedimentary Petrology. MAGNAVITA, L. P. et al. (2005). Tectônica e sedimentação das bacias rifte do Nordeste do Brasil. MAGNAVITA, L. P., SILVA, R. R. DA, SANCHES, C. P., Roteiros Geológicos - Guia de Campo da Bacia do Recôncavo, NE do Brasil. B. Geoci. Petrobras, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 301-334, maio/nov. 2005. MILANI, E. J.; DAVISON, I. (1988). Basement control and transfer tectonics in the Recôncavo-Tucano-Jatobá rift system. MILANI, E. J.; THOMAZ FILHO, A. (2000). Sedimentary basins of South America. MILANI, E. J. et al. (2007). Bacias sedimentares brasileiras. Boletim de Geociências da Petrobras. MOREIRA, F. S. (2015). Fluxos gravitacionais lacustres na Bacia do Recôncavo - Um estudo no âmbito da estratigrafia de sequência da Bacia Rift. Tese de mestrado. Universidade Federal da Bahia. POSAMENTIER, H. W.; MARTINSEN, O. J. (2011). The character and genesis of submarine mass-transport deposits. PROSSER, S. (1993). Rift-related linked depositional systems. SUGUIO, K. (1992). Dicionário de Geologia Marinha. |
Imagens Representativas e Dados Gráficos
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Fluidização e fluxo gravitacional das camadas de arenitos siltico. Ponta de Itamoabo - Ilha de Maré. |
Conservação
Unidade de Conservação
| Nome da UC | Tipo da UC | Unidade de Conservação | Situação da Uc |
|---|---|---|---|
| APA Baía de Todos os Santos (Estadual) | UC de Uso Sustentável | Área de Proteção Ambiental |
|
APA Baía de Todos os Santos (Estadual) | UC de Uso Sustentável | Área de Proteção Ambiental |
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Proteção Indireta
| APP (Área de Proteção Permanente): | Encostas com mais de 45 graus de declive - Falésias |
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| Relatar: | |
|---|---|
Uso e Ocupação
| Propriedade do Terreno | ||||
|---|---|---|---|---|
| Público / Municipal |
| Area Rural |
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| Area Urbana |
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| Fragilidade |
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| Elevada |
| Dificuldade de Acesso e aproveitamento do solo: |
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| O acesso ao geossítio é condicionado à travessia marítima até a Ilha de Maré, na Baía de Todos os Santos, sendo realizado predominantemente por embarcação de pequeno porte. O deslocamento até a Ponta de Itamoabo é classificado como moderado a difícil, ocorrendo preferencialmente durante a maré baixa, quando é possível percorrer a faixa litorânea. O trajeto é realizado por trilha não estruturada sobre terraços de abrasão, compostos por superfícies rochosas irregulares e escorregadias, devido à presença de limo. As paleofalésias apresentam desníveis abruptos e recorrente queda de blocos, aumentando o grau de risco, especialmente em períodos chuvosos. O geossítio não dispõe de infraestrutura turística, controle de visitação ou sinalização técnica. O aproveitamento do solo é baixo a moderado, limitado pelas características geomorfológicas, pela elevada declividade das paleofalésias e pela instabilidade das encostas. A suscetibilidade a processos erosivos e movimentos gravitacionais restringe usos permanentes e amplia a vulnerabilidade ambiental da área. |
Quantificação
Valor Científico (indicativo do valor do conteúdo geocientífico do sítio ou do elemento geológico)
| Ítem | Peso | Resposta | Valor |
|---|---|---|---|
| A1 - Representatividade | 30 | O local ou elemento de interesse é o melhor exemplo, atualmente conhecido, na área de trabalho, para ilustrar elementos ou processos, relacionados com a área temática em questão (quando aplicável) | 4 |
| A2 - Local-tipo | 20 | O local ou elemento de interesse é reconhecido, na área de trabalho, como local-tipo secundário, sendo a fonte de um parastratótipo, unidade litodêmica ou de um parátipo | 2 |
| A3 - Reconhecimento científico | 5 | Existem resumos apresentados sobre o local de interesse em anais de eventos científicos, ou em relatórios inéditos, diretamente relacionados com a categoria temática em questão (quando aplicável) | 1 |
| A4 - Integridade | 15 | Os principais elementos geológicos (relacionados com a categoria temática em questão, quando aplicável) estão muito bem preservados | 4 |
| A5 - Diversidade geológica | 5 | Local de interesse com 5 ou mais tipos diferentes de aspectos geológicos com relevância científica | 4 |
| A6 - Raridade | 15 | Existem, na área de estudo, 2-3 exemplos de locais semelhantes (representando a categoria temática em questão, quando aplicável) | 2 |
| A7 - Limitações ao uso | 10 | É possível fazer amostragem ou trabalho de campo depois de ultrapassar as limitações existentes | 2 |
| Valor Científico | 295 |
Risco de Degradação (dos valores geológicos retratados no sítio ou no elemento geológico)
| Ítem | Peso | Resposta | Valor |
|---|---|---|---|
| B1 - Deterioração de elementos geológicos | 35 | Possibilidade de deterioração dos elementos geológicos secundários | 2 |
| B2 - Proximidade a áreas/atividades com potencial para causar degradação | 20 | Local de interesse situado a menos de 100 m de área/atividade com potencial para causar degradação | 4 |
| B3 - Proteção legal | 20 | Local de interesse situado numa área com proteção legal, mas sem controle de acesso | 2 |
| B4 - Acessibilidade | 15 | Local de interesse sem acesso direto por estrada mas situado a menos de 1 km de uma estrada acessível por veículos | 1 |
| B5 - Densidade populacional | 10 | Local de interesse localizado num município com mais de 1000 habitantes por km2 | 4 |
| Risco de Degradação | 245 |
Potencial Valor Educativo e Turístico (indicativo de interesse educativo e turístico associado ao valor científico do sítio, sujeito à análise complementar dos setores competentes)
| Ítem | P.E | P.T | Resposta | Valor |
|---|---|---|---|---|
| C1 - Vulnerabilidade | 10 | 10 | Possibilidade de deterioração de elementos geológicos secundários por atividade antrópica | 3 |
| C2 - Acesso rodoviário | 10 | 10 | Local de interesse sem acesso direto por estrada, mas situado a menos de 1 km de uma estrada acessível por veículo | 1 |
| C3 - Caracterização do acesso ao sítio | 5 | 5 | O local de interesse é acessado por estudantes e turistas, mas só depois de ultrapassar certas limitações (autorizações, barreiras físicas, marés, inundações etc...) | 2 |
| C4 - Segurança | 10 | 10 | Local de interesse sem infraestrutura de segurança (vedações, escadas, corrimões, etc.) mas com rede de comunicações móveis e situado a menos de 50 km de serviços de socorro | 2 |
| C5 - Logística | 5 | 5 | Existem restaurantes e alojamentos para grupos de 50 pessoas a menos de 50 km do local de interesse | 3 |
| C6 - Densidade populacional | 5 | 5 | Local de interesse localizado num município com mais de 1000 habitantes por km2 | 4 |
| C7 - Associação com outros valores | 5 | 5 | Existem diversos valores ecológicos e culturais a menos de 10 km do local de interesse | 4 |
| C8 - Beleza cênica | 5 | 15 | Local de interesse ocasionalmente usado em campanhas turísticas locais, mostrando aspectos geológicos | 1 |
| C9 - Singularidade | 5 | 10 | Ocorrência de aspectos únicos e raros na região | 2 |
| C10 - Condições de observação | 10 | 5 | A observação de todos os elementos geológicos é feita em boas condições | 4 |
| C11 - Potencial didático | 20 | 0 | Ocorrência de elementos geológicos que são ensinados em todos os níveis de ensino | 4 |
| C12 - Diversidade geológica | 10 | 0 | Ocorrem mais de 5 tipos de elementos da geodiversidade (mineralógicos, paleontológicos, geomorfológicos, etc.) | 4 |
| C13 - Potencial para divulgação | 0 | 10 | O público necessita de algum conhecimento geológico para entender os elementos geológicos que ocorrem no sítio | 3 |
| C14 - Nível econômico | 0 | 5 | Local de interesse localizado num município com IDH superior ao que se verifica no estado | 3 |
| C15 - Proximidade a zonas recreativas | 0 | 5 | Local de interesse localizado a menos de 20 km de uma zona recreativa ou com atrações turísticas | 1 |
| Valor Educativo | 300 | |||
| Valor Turístico | 230 |
Classificação do sítio
| Relevância: |
|
|---|
| 295 | |
| 300 (Relevância Nacional) | |
| 230 (Relevância Nacional) | |
| 245 (Risco Médio) |
Recomendação
| Urgência à Proteção global: | Necessário a médio prazo |
|---|---|
| Urgência à Proteção devido a atividades didáticas: | Necessário a médio prazo |
| Urgência à Proteção devido a atividades turísticas: | Necessário a médio prazo |
| Urgência à Proteção devido a atividades científicas: | Necessário a médio prazo |
| Unidade de Conservação Recomendado: | Não se aplica - |
| Justificativa: |
Coordenadas do polígono de proteção existente ou sugerido
| Ponto 1: | Latitude: -12.796584274235055 e Longitude: -38.53194415569306 |
|---|---|
| Ponto 2: | Latitude: -12.796966150058308 e Longitude: -38.532126545906074 |
| Ponto 3: | Latitude: -12.797363718794314 e Longitude: -38.53255033493043 |
| Ponto 4: | Latitude: -12.797839754219648 e Longitude: -38.5327970981598 |
| Ponto 5: | Latitude: -12.797844985373185 e Longitude: -38.53302240371704 |
| Ponto 6: | Latitude: -12.797729899970474 e Longitude: -38.533194065093994 |
| Ponto 7: | Latitude: -12.797782211523668 e Longitude: -38.53345692157746 |
| Ponto 8: | Latitude: -12.797939146118166 e Longitude: -38.53374123573304 |
| Ponto 9: | Latitude: -12.797698513033342 e Longitude: -38.5339504480362 |
| Ponto 10: | Latitude: -12.797525884809335 e Longitude: -38.534122109413154 |
| Ponto 11: | Latitude: -12.797484035525123 e Longitude: -38.534621000289924 |
| Ponto 12: | Latitude: -12.797525884809335 e Longitude: -38.53505015373231 |
| Ponto 13: | Latitude: -12.797374181121002 e Longitude: -38.535366654396064 |
| Ponto 14: | Latitude: -12.7970916981479 e Longitude: -38.53577435016633 |
| Ponto 15: | Latitude: -12.796694128983171 e Longitude: -38.53620350360871 |
| Ponto 16: | Latitude: -12.796254709703682 e Longitude: -38.536106944084175 |
| Ponto 17: | Latitude: -12.795862370414476 e Longitude: -38.535881638526924 |
| Ponto 18: | Latitude: -12.795689740933922 e Longitude: -38.53570461273194 |
| Ponto 19: | Latitude: -12.795569423347315 e Longitude: -38.53581190109253 |
| Ponto 20: | Latitude: -12.795454336906431 e Longitude: -38.53588700294495 |
| Ponto 21: | Latitude: -12.795030609103407 e Longitude: -38.53562414646149 |
| Ponto 22: | Latitude: -12.794925984844955 e Longitude: -38.5354095697403 |
| Ponto 23: | Latitude: -12.794816129326891 e Longitude: -38.53516817092896 |
| Ponto 24: | Latitude: -12.79463826791051 e Longitude: -38.53500723838807 |
| Ponto 25: | Latitude: -12.79453364348937 e Longitude: -38.5350126028061 |
| Ponto 26: | Latitude: -12.794408094126714 e Longitude: -38.53510916233063 |
| Ponto 27: | Latitude: -12.794156995213996 e Longitude: -38.53530764579774 |
| Ponto 28: | Latitude: -12.794099451677967 e Longitude: -38.53565096855164 |
| Ponto 29: | Latitude: -12.793937283460371 e Longitude: -38.53590309619904 |
| Ponto 30: | Latitude: -12.793419390712696 e Longitude: -38.536106944084175 |
| Ponto 31: | Latitude: -12.793027047014352 e Longitude: -38.5359674692154 |
| Ponto 32: | Latitude: -12.792870109364193 e Longitude: -38.53569388389588 |
| Ponto 33: | Latitude: -12.79280210301883 e Longitude: -38.53539347648621 |
| Ponto 34: | Latitude: -12.792645165228766 e Longitude: -38.535339832305915 |
| Ponto 35: | Latitude: -12.792425452158724 e Longitude: -38.53553295135499 |
| Ponto 36: | Latitude: -12.79237313949479 e Longitude: -38.53578507900239 |
| Ponto 37: | Latitude: -12.792153426187886 e Longitude: -38.53572070598603 |
| Ponto 38: | Latitude: -12.791980794169694 e Longitude: -38.535618782043464 |
| Ponto 39: | Latitude: -12.791792468196967 e Longitude: -38.53539884090424 |
| Ponto 40: | Latitude: -12.791572754384493 e Longitude: -38.53518962860108 |
| Ponto 41: | Latitude: -12.791536135397152 e Longitude: -38.53499650955201 |
| Ponto 42: | Latitude: -12.79166168618879 e Longitude: -38.53478193283082 |
| Ponto 43: | Latitude: -12.791902325031476 e Longitude: -38.53449225425721 |
| Ponto 44: | Latitude: -12.79199648799441 e Longitude: -38.53429913520814 |
| Ponto 45: | Latitude: -12.79178200563881 e Longitude: -38.53404164314271 |
| Ponto 46: | Latitude: -12.791572754384493 e Longitude: -38.53376805782319 |
| Ponto 47: | Latitude: -12.791447203548632 e Longitude: -38.53366613388062 |
| Ponto 48: | Latitude: -12.791269339757562 e Longitude: -38.53342473506928 |
| Ponto 49: | Latitude: -12.791044394195211 e Longitude: -38.53317260742188 |
| Ponto 50: | Latitude: -12.791232720726189 e Longitude: -38.53293657302857 |
| Ponto 51: | Latitude: -12.791468128692287 e Longitude: -38.53316724300385 |
| Ponto 52: | Latitude: -12.791902325031476 e Longitude: -38.53371441364288 |
| Ponto 53: | Latitude: -12.792603315134937 e Longitude: -38.53405237197876 |
| Ponto 54: | Latitude: -12.793037509520895 e Longitude: -38.53424549102783 |
| Ponto 55: | Latitude: -12.793900664816174 e Longitude: -38.53446543216706 |
| Ponto 56: | Latitude: -12.794868441484327 e Longitude: -38.53452444076539 |
| Ponto 57: | Latitude: -12.795250319904925 e Longitude: -38.534626364707954 |
| Ponto 58: | Latitude: -12.795428180889804 e Longitude: -38.534835577011116 |
| Ponto 59: | Latitude: -12.795538036141377 e Longitude: -38.535093069076545 |
| Ponto 60: | Latitude: -12.796066386921012 e Longitude: -38.53527545928955 |
| Ponto 61: | Latitude: -12.796207629021195 e Longitude: -38.534948229789734 |
| Ponto 62: | Latitude: -12.796275634448635 e Longitude: -38.5345995426178 |
| Ponto 63: | Latitude: -12.796275634448635 e Longitude: -38.534336686134345 |
| Ponto 64: | Latitude: -12.796265172076374 e Longitude: -38.53413820266724 |
| Ponto 65: | Latitude: -12.796364564595317 e Longitude: -38.53397190570832 |
| Ponto 66: | Latitude: -12.796511037709738 e Longitude: -38.533607125282295 |
| Ponto 67: | Latitude: -12.796542424794625 e Longitude: -38.53316187858582 |
| Justificativas e explicações sobre a delimitação sugerida para o sítio: |
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Responsável
| Nome: | Patrícia Campinho Dias Passos |
|---|---|
| Email: | patycampinho@gmail.com |
| Profissão: | Geóloga, pós-graduada em Docência de Ensino Superior |
| Instituição: | Universidade Federal da Bahia - UFBA |
| Currículo Lattes: | http://lattes.cnpq.br/1052143915250068 |








